Ouça a reportagem de Monize Zampieri para a CBN Ribeirão
A secretária substituta de Negócios Jurídicos, Maria Lena Sividanes, faltou à convocação da CPI do Transporte, que investiga a quebra de contrato por parte do Consórcio Pró-Urbano. A ausência, justificada por meio de ofício devido às dificuldades financeiras da prefeitura e à necessidade de cortes nos gastos, gerou críticas por parte de vereadores da comissão.
Críticas à Ausência da Secretária
Vereadores da oposição, como Bertin Scandiusi, expressaram descontentamento com a ausência de Maria Lena Sividanes. Scandiusi argumentou que a convocação para a CPI é um compromisso e que a secretária deveria comparecer, considerando a importância da investigação e os documentos já reunidos pela comissão. A justificativa apresentada, relacionada a uma semana de turbulência e problemas fiscais, foi considerada um desrespeito à comissão, à imprensa e à população presente.
Nova Oitiva Agendada
A pedido da secretária substituta, uma nova oitiva foi agendada para a próxima terça-feira, às 10 horas. A comissão espera que, desta vez, Maria Lena Sividanes possa comparecer e prestar os esclarecimentos necessários sobre as questões investigadas pela CPI do Transporte.
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Divergências na Comissão de Estudos do Daerp
Enquanto isso, a Comissão de Estudos que investiga supostas irregularidades no Departamento de Água e Esgoto (Daerp) ouviu depoimentos conflitantes. O projetista Emilio Ricardo declarou desconhecer sabotagens no sistema de distribuição de água, enquanto a engenheira civil Angela Gonçalves afirmou ser possível e fácil detectar tais atos. Além disso, Emilio apontou vazamentos em bairros antigos, enquanto Angela relatou ocorrências em loteamentos novos, como Ribeirão Verde e Antônio Palocci. As divergências surpreenderam vereadores, como Capela Novas, que criticou a utilização de materiais de má qualidade, motivada pela busca excessiva por lucro por parte de alguns empresários.
O vereador Bebek, que presidiu a CE no lugar de Walter Gomes, afirmou que as contradições serão registradas nos autos e não descartou a possibilidade de o caso ser encaminhado ao Ministério Público. Segundo a engenheira, o Daerp registrou uma diminuição significativa nos casos de vazamento nos últimos dois meses.
As diferentes perspectivas apresentadas nas comissões de inquérito evidenciam a complexidade das questões investigadas e a necessidade de aprofundamento nas apurações para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.



