Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Após uma longa paralisação, os servidores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram, em assembleia, aceitar a proposta mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A proposta inclui um reajuste salarial de 5,2% e um abono de 28,6%. No entanto, apesar dessa decisão, a greve na universidade, que já ultrapassa 100 dias, ainda não chegou ao fim.
Impasse na Negociação do Acordo de Fim de Greve
Luiz Ribeiro, diretor do sindicato dos trabalhadores da USP Ribeirão Preto, explicou que, apesar da reunião de conciliação agendada no TRT, um acordo imediato é improvável. Segundo ele, a reitoria já sinalizou que não concederá o abono, o que inviabiliza uma conciliação no TRT. Caso não haja acordo, a greve seguirá para julgamento no TRT, cujo prazo é incerto, mas dificilmente ocorrerá antes da próxima semana.
A Negociação Interna e a Reposição do Trabalho
Além da questão salarial, existe uma negociação interna em andamento para definir o chamado “acordo de fim de greve”. Uma primeira reunião já ocorreu, mas a reitoria ainda não deu sinais sobre a continuidade dessa negociação. Ribeiro ressalta a importância desse acordo, considerando os mais de 100 dias de paralisação. A proposta é repor o trabalho acumulado, e não as horas paradas, evitando sobrecarga para os servidores.
Leia também
- Processos eleitorais tribunal regional eleitoral: Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo julgou 1.705 processos no primeiro semestre deste ano
- Tribunal condena a Prefeitura de São Carlos por condições de trabalho das merendeiras
- Tribunal Regional Eleitoral de SP aprova fechamento de trinta postos de atendimento no estado
Vale Alimentação e Possível Multa para a USP
Outro ponto de impasse é o corte do vale alimentação dos funcionários em greve. Ribeiro destaca que essa é a única pendência não resolvida e que a USP pode ser multada em R$ 30 mil por dia devido ao descumprimento da ordem judicial que determina o pagamento integral dos salários dos grevistas, incluindo o vale alimentação.
As negociações seguem em andamento, buscando um consenso para encerrar o longo período de greve na Universidade de São Paulo.



