Diferente do pai da criança, que chorou copiosamente no julgamento; Daniel Pacheco explica em como isso influencia o júri
O julgamento do caso Joaquim, em Ribeirão Preto, entrou em seu quarto dia com desfechos que chamaram a atenção. A descrição do médico legista sobre o corpo de Joaquim, encontrado no Rio em Barreiras, foi um ponto crucial.
Reação dos réus: um detalhe relevante?
Um detalhe observado foi a falta de emoção de Natália e Guilherme, réus no caso, durante a descrição do legista, enquanto o pai de Joaquim, Arthur, demonstrou forte emoção. Embora a capacidade de demonstração de emoção varie entre indivíduos, essa observação pode ser explorada pelo Ministério Público nos debates finais. A ausência de emoção pode ser interpretada pelos jurados como um indício, embora não conclusivo.
Depoimento da professora e suas implicações
Outro ponto relevante foi o depoimento da professora de Joaquim, que relatou um episódio em que Joaquim chegou à escola chorando porque Guilherme não o havia deixado ir fantasiado em um dia temático. Essa informação pode ser usada para demonstrar que o relacionamento entre Joaquim e Guilherme não era harmonioso, um aspecto que pode influenciar a decisão dos jurados. A investigação desse episódio é importante para esclarecer os fatos e o contexto familiar.
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Próximos passos e o isolamento dos jurados
O julgamento deve prosseguir com o interrogatório de Guilherme e Natália, seguido dos debates. A possibilidade de uma acareação entre testemunhas com versões divergentes existe, mas não deve causar grandes atrasos. Os jurados permanecem isolados durante todo o julgamento, sem acesso a comunicação externa ou entre si, para garantir a imparcialidade do processo. Essa medida, embora possa ser difícil, assegura a integridade do julgamento e evita influências externas na decisão final. A previsão inicial de término do julgamento para o sábado pode ser antecipada, dependendo do ritmo dos depoimentos e debates.



