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Réus na Operação Sevandija querem anular delação premiada de Wagner Rodrigues

Depoimento do empresário José Arruda colocou em cheque os depoimentos dados pelo ex-presidente do Sindicato dos Servidores
delação premiada
Depoimento do empresário José Arruda colocou em cheque os depoimentos dados pelo ex-presidente do Sindicato dos Servidores

Depoimento do empresário José Arruda colocou em cheque os depoimentos dados pelo ex-presidente do Sindicato dos Servidores

Nesta quarta-feira, ocorreu a primeira audiência da Operação Holdin, que trouxe novos desdobramentos e questionamentos à Operação Sevandija. Um acordo de delação premiada, feito por Wagner Rodrigues, foi colocado em xeque com o depoimento de um novo colaborador, José Arruda.

Delação Premiada em xeque

José Arruda, pecuarista e empresário, prestou depoimento por duas horas, detalhando como 72 cheques seus e de terceiros foram parar na conta de Sandro Rouvani. Arruda revelou ter contraído empréstimos com Rouvani, totalizando R$ 2,5 milhões, pagos com cheques próprios e de outras pessoas. Ele alegou amizade com Rouvani e envolvimento do ex-advogado do sindicato de servidores. No entanto, seu depoimento gerou contradições com o relato anterior de Wagner Rodrigues, levantando dúvidas sobre a veracidade das informações prestadas.

Questionamentos da Defesa

Os advogados dos réus questionam a validade da delação premiada. O advogado de Sandro Rouvani, Júlio Moçim, argumenta que o delator deve assumir a autoria de um crime específico, o que não ocorreu no caso de Arruda. Além disso, Moçim destaca contradições e omissões no depoimento, afirmando que o delator não explicou a participação de terceiros na triangulação de cheques. O advogado Marcelo Gil Gomes, também citado na audiência, estava envolvido em um cheque de R$ 622 mil, supostamente devido por Arruda a Rouvani. A defesa questiona se Wagner Rodrigues mentiu ou omitiu informações relevantes.

Investigações em Andamento

O promotor do Gaeco, Frederico Camargo, afirmou que as testemunhas de defesa serão ouvidas após as novas declarações. O Gaeco dará sequência às investigações para apurar a verdade sobre os depoimentos conflitantes de Wagner Rodrigues e José Arruda, buscando esclarecer o destino do dinheiro desviado e sua recuperação. A homologação do acordo de delação premiada é fundamental para o andamento das investigações e o prosseguimento da Operação Holdin, desdobramento da Operação Sevandija que investiga crimes de lavagem de dinheiro envolvendo Sandro Rouvani, sua filha Ana Cláudia, o advogado Marcelo Gil Gomes e o empresário Paulo Roberto Nogueira.

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