Historiador explica a importância histórica desta data para o Estado de São Paulo
Neste ano de 2023, celebramos 86 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. O conflito, que durou três meses, opôs o estado de São Paulo à ditadura de Getúlio Vargas, e resultou em um número de mortos superior ao da Segunda Guerra Mundial, segundo alguns relatos.
Origens do Conflito
A revolta começou após a morte de quatro manifestantes em um protesto no centro de São Paulo. Cerca de 10 mil voluntários se uniram às forças públicas, clamando por democracia e eleições livres. Apesar da imagem popular de um movimento separatista, o historiador Alexandre Sumeli esclarece que essa não era a intenção inicial. Não há documentos que comprovem o desejo de separação de São Paulo, e a utilização da bandeira brasileira, juntamente com a paulista, demonstra a busca por uma nova constituição, e não pela independência.
Cenários de Batalha e Consequências
O Vale do Paraíba foi palco de intensas batalhas, com o encontro das forças de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro resultando em cerca de 200 mortes. Inicialmente, existia um tratado entre São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul para o movimento armado. No entanto, Getúlio Vargas anistiou as dívidas de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, deixando São Paulo sozinho no conflito.
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Legado e Memória
Eventos cívicos que lembram a data ainda são realizados em algumas regiões do país, principalmente em São Paulo. A Polícia Militar do Estado preserva os ideais revolucionários constitucionalistas, com eventos como o desfile anual na Esplanada do Ibirapuera, em homenagem aos quatro jovens mortos na manifestação (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo). Locais como a ponte em Igarapé e cidades como Itu, em Minas Gerais, também guardam a memória das batalhas da Revolução de 32.



