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Revolução Constitucionalista: saiba qual o imbróglio político que culminou em combate

Há 92 anos, combatentes paulistas tentavam derrubar o Governo Getúlio Vargas; ouça o 'De Olho na Política' com Bruno Silva
Revolução Constitucionalista
Há 92 anos, combatentes paulistas tentavam derrubar o Governo Getúlio Vargas; ouça o 'De Olho na Política' com Bruno Silva

Há 92 anos, combatentes paulistas tentavam derrubar o Governo Getúlio Vargas; ouça o ‘De Olho na Política’ com Bruno Silva

Neste 9 de julho, feriado em São Paulo, conversamos com o historiador Bruno Silva sobre a possibilidade de São Paulo ter se tornado um país independente em 1932. Embora a hipótese seja puramente especulativa, a conversa nos leva a refletir sobre o federalismo brasileiro e seu desenvolvimento.

Cenários Alternativos: E se São Paulo tivesse se tornado independente?

A Revolução Constitucionalista de 1932 durou cerca de três meses e meio, com intensos combates entre as forças paulistas e o governo federal. Imaginar um resultado diferente nos permite explorar as possíveis consequências para o federalismo brasileiro. Um sucesso da revolta poderia ter levado a um federalismo mais próximo ao modelo estadunidense, com maior autonomia para os estados e menor centralização de leis em nível nacional. Isso poderia significar uma maior autonomia dos estados na legislação sobre políticas e serviços públicos, gerando um equilíbrio federativo distinto.

O Federalismo Brasileiro sob outra ótica

Antes de 1932, durante a República Velha, estados mais ricos, como São Paulo e Minas Gerais (o período conhecido como “café com leite”), detinham grande autonomia. Um São Paulo independente poderia ter intensificado essa tendência, potencialmente resultando em forças armadas estaduais mais robustas e um processo democrático mais acelerado. A elite paulista, alinhada ao liberalismo e à defesa da democracia, poderia ter impulsionado o voto universal e uma maior participação política mais rapidamente do que ocorreu na realidade.

Reflexões sobre a Unidade Nacional

A participação de ouvintes trouxe à tona a sugestão de dividir o Brasil em 20 países. Bruno Silva argumenta que isso não seria viável, considerando a configuração da elite política brasileira, que sempre priorizou a unidade territorial. A forte presença da Igreja na colonização, a influência da elite territorialista e os laços históricos com Portugal contribuíram para a preservação da unidade nacional. Hoje, com o Brasil cada vez mais integrado, essa ideia de fragmentação é ainda menos plausível, apesar das desigualdades regionais existentes.

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