Meta de vacinação da poliomielite, que é de 95%, está abaixo dos 90% neste ano; Rodrigo Stabeli comenta os índices
A cobertura vacinal em Ribeirão Preto está abaixo da meta, refletindo uma tendência mundial preocupante. Segundo Rodrigo Estabele, diretor da Fiocruz, a meta é atingir 95% de cobertura para poliomielite, mas os dados atuais apontam para cerca de 90%, um cenário similar para outras doenças com vacinas gratuitas disponíveis.
Crianças em risco: Baixa imunização e doenças evitáveis
A baixa cobertura vacinal coloca crianças em risco de doenças como poliomielite, sarampo e febre amarela. Estabele destaca a gravidade da situação, lembrando que a poliomielite, doença erradicada no Brasil, pode retornar caso a imunização não seja mantida em níveis adequados. A paralisia infantil, que chegou a atingir quase 100 crianças por dia no mundo em 1980, pode ser evitada com a vacinação.
Impacto da baixa vacinação: Retorno de doenças e perda de certificados
A queda na cobertura vacinal não afeta apenas a saúde infantil, mas também resulta na perda de certificados de eliminação de doenças. O Brasil, que havia recebido o certificado de eliminação do sarampo em 2016, o perdeu em 2018 devido a surtos da doença. Estabele reforça a importância de manter a vacinação acima de 95% para evitar o retorno dessas doenças e a perda de vidas.
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É crucial que pais e responsáveis levem seus filhos para tomar as vacinas, incluindo as doses de reforço, contra poliomielite, sarampo e febre amarela. A vacinação é gratuita e disponível em todos os postos de saúde. A proteção da saúde infantil depende da conscientização e da participação da população.



