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Ribeirão bate recorde e chega a 233 pacientes internados em estado grave com a Covid-19

Índice de ocupação chega a 95%; professor da Faculdade de Medicina da USP, José Sebastião dos Santos, analisa os dados
Covid-19 em Ribeirão
Índice de ocupação chega a 95%; professor da Faculdade de Medicina da USP, José Sebastião dos Santos, analisa os dados

Índice de ocupação chega a 95%; professor da Faculdade de Medicina da USP, José Sebastião dos Santos, analisa os dados

Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise no sistema de saúde, com um recorde de internações em UTIs. Ontem, 233 pessoas ocupavam vagas de UTI, representando uma taxa de ocupação de 95%. A situação se mantém crítica, com os hospitais públicos atingindo a capacidade máxima de 100% na tarde desta segunda-feira, restando apenas 12 vagas de UTI disponíveis na cidade.

Falta de Profissionais e Recursos

Médicos alertam para a falta de profissionais e recursos financeiros para atender a demanda crescente. O ex-secretário de saúde de Ribeirão Preto, Dr. José Sebastião dos Santos, médico e professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, afirma que a situação atual é ainda mais crítica do que no ápice da pandemia em 2020. Ele destaca a dificuldade de acesso a leitos de UTI, com pacientes aguardando por mais de 24 ou 48 horas em unidades de pronto atendimento por falta de vagas. A falta de recursos financeiros, a escassez de profissionais de saúde e a dificuldade em gerir eficientemente a rede de saúde contribuem para o agravamento da situação. A atenção básica, essencial para a prevenção, também está sobrecarregada devido ao deslocamento de profissionais para as áreas de urgência e emergência.

Novas Cepas e a Necessidade de Prevenção

O Dr. José Sebastião destaca que as novas cepas do vírus, com maior transmissibilidade e impacto em jovens, são um fator contribuinte para a situação. No entanto, ele enfatiza que a crise não se deve apenas às novas variantes, mas também à falta de preparação e planejamento para novas ondas da pandemia. O investimento em hospitais de campanha temporários, em vez de fortalecer a infraestrutura existente, é apontado como um erro estratégico. A falta de vacinação em massa e a desmobilização do financiamento para a saúde após a primeira onda da pandemia também contribuem para o cenário atual. A população e os governantes precisam manter-se mobilizados para enfrentar a pandemia por um período que pode se estender por três a cinco anos.

A Realidade nos Hospitais

A situação nos hospitais é alarmante, com relatos de recusa de pacientes. A falta de leitos de UTI e a precariedade de recursos em unidades de pronto atendimento (UPAs) levam ao agravamento do estado de saúde dos pacientes antes mesmo de chegarem a um leito de terapia intensiva. A UPA da 13 de maio, por exemplo, está reativando tendas para ampliar o atendimento, demonstrando a gravidade da situação. A falta de recursos e planejamento, aliada à dificuldade de acesso a leitos de UTI, resulta em uma alta letalidade entre os pacientes que chegam em estado crítico. A prevenção e o fortalecimento da atenção básica são cruciais para evitar o colapso total do sistema de saúde.

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