Cidade, em 2020, estava na 22ª colocação, hoje é a 24ª; quem comenta o estudo é Bruno Silva na coluna ‘De Olho na Política’
Ribeirão Preto caiu no ranking de competitividade dos municípios em 2023, ocupando a 24ª posição, duas posições abaixo de 2020. O estudo, realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Gov e a CIO, avaliou municípios com mais de 80 mil habitantes, considerando a capacidade de fornecer serviços públicos de qualidade.
Desempenho em diferentes setores
A cidade obteve boa avaliação em saneamento, com nota máxima na coleta e destinação de resíduos, e em meio ambiente, destacando-se o controle do desmatamento ilegal. Houve melhora no acesso e qualidade da educação. No entanto, houve queda nos indicadores de acesso à saúde, principalmente em vacinação e pré-natal. Os setores de segurança (morbidade e mortalidade em transportes, mortes violentas e de jovens), econômico (capital humano, inovação, inserção e telecomunicações) e institucional (funcionamento da máquina pública e sustentabilidade fiscal) apresentaram resultados negativos.
Comparação com outras cidades da região
Em comparação com outras cidades da região, Ribeirão Preto ficou atrás de São Carlos (21ª posição), Barretos (31ª posição), Araraquara (18ª posição) e Franca (70ª posição). Apesar da queda, Ribeirão Preto permanece como um importante centro econômico e político na região Sudeste.
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Reação da Prefeitura e perspectivas futuras
A Prefeitura de Ribeirão Preto, em nota, declarou desconhecer a metodologia utilizada na pesquisa, citando ações na área da saúde e segurança como contraponto aos resultados negativos. Especialistas afirmam que a metodologia de rankings possui limitações e que é importante utilizar os dados como parâmetro para melhorias nas políticas públicas, focando na qualidade de vida da população. A necessidade de um planejamento eficiente e de longo prazo, considerando o crescimento da cidade, é crucial para melhorar as posições em rankings futuros. A situação financeira de outros municípios, como Miguelópolis, que decretou estado de emergência, também destaca os desafios enfrentados pelas cidades brasileiras.