Cidade registrou nesta terça-feira um índice de apenas 22% na umidade relativa do ar; OMS indica que o ideal é a partir de 60%
Região enfrenta estiagem prolongada e ar seco
Estiagem e Baixa Umidade do Ar
As cidades de Ribeirão Preto (99 dias), Franca (113 dias) e Barretos (115 dias) enfrentam uma estiagem prolongada, com ausência de chuvas significativas (acima de 10 milímetros). Apenas entre os dias 22 e 23 de atrássto houve chuvas fracas nessas regiões. A situação é preocupante, pois a qualidade do ar está muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de pelo menos 60% de umidade.
Impactos na Saúde
Na tarde do dia da publicação, a umidade do ar em Ribeirão Preto estava em 22%, em Sertãozinho e Barretos em 19%, e em Franca em 25%. Sintomas como garganta seca, olhos e nariz ardendo são comuns, como explica a pneumologista Giselle Consone. A médica destaca que a umidade não se recupera durante a noite, permanecendo em níveis desconfortáveis para os seres humanos (abaixo de 50%). Esse ar seco, aliado ao calor, leva à desidratação, causando fadiga, fraqueza, dor de cabeça, baixo rendimento mental e irritação na pele e mucosas.
Recomendações e Cuidados
A Dra. Consone recomenda dobrar a ingestão de água, além dos 2 litros diários recomendados, para compensar a perda de umidade pela respiração (cerca de meio litro). A hidratação deve ser contínua ao longo do dia. Para pessoas com doenças respiratórias, a situação é ainda mais crítica, devido à maior sensibilidade das mucosas. Recomenda-se evitar atividades físicas nos horários mais quentes e secos do dia, manter o tratamento médico em dia e utilizar umidificadores de ar ou outras estratégias para melhorar a umidade do ambiente.
A persistência do ar seco exige cuidados redobrados com a hidratação e a proteção respiratória, principalmente para grupos vulneráveis. É fundamental manter-se informado sobre as condições climáticas e seguir as recomendações médicas para minimizar os impactos da estiagem.



