Procedimento aumentou 97% entre 2016 e 2017 e foi um dos fatores para o crescimento nos casos de reprodução assistida
O Brasil registrou um aumento recorde na importação de sêmen para reprodução assistida. Em 2017, a Anvisa autorizou 860 importações, quase o dobro das 400 autorizações de 2016, representando um crescimento de quase 100%.
Aumento da procura por diferentes perfis
Para o especialista em reprodução humana Anderson Mello, esse crescimento se deve ao aumento da procura por casais homoafetivos e mulheres que buscam a maternidade independente. Até 2010, o uso de sêmen de doador era predominantemente utilizado por casais heterossexuais com problemas de fertilidade. A partir de 2012, mulheres solteiras e casais homoafetivos passaram a buscar essa opção com maior frequência, impulsionando a demanda.
Características do doador e escolha consciente
A reprodução assistida permite às mães escolherem características do doador, como altura, peso, cor da pele, cabelo e olhos, signo, profissão e hobbies. Denise Dias, terapeuta que realizou o procedimento, destaca a possibilidade de selecionar características semelhantes às suas. A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida registrou um crescimento de 7% na procura pelo método entre 2016 e 2017, passando de 33 mil para 36 mil mulheres.
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Tendências futuras e fatores influenciadores
Ribeirão Preto se destaca como referência em reprodução assistida no estado de São Paulo. A crescente procura reflete mudanças nos padrões familiares e hábitos de vida que podem afetar a fertilidade masculina. A busca por filhos em idade mais avançada também contribui para o aumento da demanda. Os dados de 2018 serão divulgados no final do ano, podendo trazer mais informações sobre essa tendência.



