Segundo a Cetesb, o nível de qualidade do ar ficou ‘ruim’ na manhã desta quinta-feira (3)
Ribeirão Preto e a região de Franca amanheceram com uma densa camada de fumaça no céu, Ribeirão e cidades da região amanhecem, que chegou a ser confundida com neblina por moradores locais. O fenômeno, causado por queimadas e poluição, tem afetado a qualidade do ar na região, conforme relatos de ouvintes e informações divulgadas pelo portal G1.
Elio Carvalho, especialista que acompanhou o monitoramento ambiental, explicou que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) registrou a qualidade do ar em Ribeirão Preto na categoria 1, segundo dados coletados em tempo real. Essa classificação indica um nível de poluição que preocupa, especialmente diante da persistência das queimadas na região.
Incêndios e condições meteorológicas agravam a situação
Além das queimadas, a situação é agravada por fatores meteorológicos. Uma frente fria que passou pelo estado trouxe umidade para a região, mas não foi suficiente para dispersar as partículas de fumaça. Pelo contrário, os ventos associados a essa frente fria ajudaram a espalhar a poluição, formando uma cortina de fumaça que cobriu o céu de Ribeirão Preto nas primeiras horas da manhã.
Segundo meteorologistas consultados, a combinação de seca severa, ausência de chuvas significativas por mais de 100 dias e ventos contribui para a permanência e disseminação da fumaça na atmosfera local.
Monitoramento da qualidade do ar pela CETESB: A CETESB realiza o monitoramento da qualidade do ar considerando as últimas 24 horas, calculando uma média que classifica o índice de poluição em cinco categorias: boa, moderada, ruim, muito ruim e péssima. A situação atual em Ribeirão Preto está próxima das categorias mais preocupantes, devido à alta concentração de partículas oriundas das queimadas.
Previsão de chuvas e expectativa de melhora: Apesar da ausência de chuvas significativas até o fim de semana, a previsão meteorológica indica que a partir da próxima quarta-feira podem ocorrer precipitações mais volumosas na região de Ribeirão Preto e cidades vizinhas. Essa possibilidade traz esperança para a melhora da qualidade do ar e o alívio dos impactos causados pela fumaça.
Moradores relatam que as temperaturas têm oscilado pouco, com pequenas quedas que não são suficientes para amenizar o calor ou dispersar a poluição. A expectativa é que as chuvas previstas possam efetivamente contribuir para a redução da fumaça e para a recuperação ambiental da região.
Informações adicionais
O monitoramento contínuo da qualidade do ar e o acompanhamento das condições meteorológicas são essenciais para orientar a população sobre os riscos à saúde causados pela poluição atmosférica. As queimadas, agravadas pela seca prolongada, permanecem como o principal desafio ambiental para a região.



