No entanto, ambientalista alerta para o esgoto clandestino, que não entra na estatística das parcerias público-privadas
Um panorama da participação privada no saneamento básico brasileiro em 2016 foi lançado em São Paulo, apresentando dados atualizados do segmento privado de saneamento em todo o país. O relatório, sob o tema “Cidades Saneadas, uma realidade ao alcance do Brasil”, destaca 11 municípios que contam com a parceria de empresas particulares no saneamento básico.
Exemplos de Sucesso em Diversos Estados
Essas parcerias com o setor privado já demonstram sucesso nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ribeirão Preto recebeu destaque no relatório pelos seus altos índices de saneamento básico.
Ribeirão Preto: Um Modelo de Saneamento
Com 98,78% de esgoto coletado e totalmente tratado, atendendo quase 700 mil moradores, Ribeirão Preto é um exemplo a ser seguido. A cidade foi uma das pioneiras em realizar a parceria com o setor privado, como destaca Paulo Roberto de Oliveira, presidente do Conselho Diretor da Abicom (Associação Brasileira de Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto). O volume de investimento da concessionária privada em Ribeirão Preto já ultrapassou os duzentos milhões de reais, com previsão de mais investimentos para manter a universalização dos serviços e expandir a área de atendimento para 100% nos próximos anos.
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Desafios Persistentes e a Necessidade de Ações Públicas
Apesar dos elogios ao trabalho da usina particular de saneamento em Ribeirão Preto, o ambientalista Paulo Finotti ressalta a necessidade de repensar as áreas da cidade onde o esgoto não é direcionado para tratamento, além de combater os descartes irregulares e clandestinos. Finotti enfatiza que a usina trata o esgoto que recebe da prefeitura, mas não é responsável pelo esgoto que não chega até ela, sendo essa uma responsabilidade do poder público municipal.
Lançado pela Abcon em parceria com o Sindicom, o relatório traz informações de 316 municípios brasileiros, comparando investimentos públicos e privados e destacando o número de pessoas atendidas.
O relatório oferece um panorama valioso sobre o papel da iniciativa privada no avanço do saneamento básico no Brasil e os desafios que ainda precisam ser superados.



