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Ribeirão está acima da média nacional de internações no SUS que poderiam ser evitadas com vacina

Quase metade das internações na cidade foram por diagnóstico de tuberculose
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Quase metade das internações na cidade foram por diagnóstico de tuberculose

Quase metade das internações na cidade foram por diagnóstico de tuberculose

Entre 2008 e 2022, a média de internações no Brasil por doenças imunopreveníveis foi de 1,28 a cada 10 mil habitantes. No entanto, dados recentes apontam para um cenário preocupante em algumas regiões.

Alta taxa de internações em Ribeirão Preto

Ribeirão Preto se destaca com uma média anual de internações superior à média nacional, chegando a quase três casos a cada 10 mil habitantes. Outras cidades da região também apresentaram índices acima da média, como Sertãozinho (1,42) e mais duas cidades com médias próximas a 1,22 internações.

Causas e possíveis soluções

De acordo com o professor Maurey Lélez Delfabro, do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da USP, a eficácia dos programas de vacinação brasileiros é inquestionável. A questão, segundo ele, reside na comunicação com a população. Embora haja vacinas de qualidade e infraestrutura adequada, a baixa adesão às campanhas de vacinação contribui para o aumento de casos de doenças preveníveis. A pesquisa indica que na região de Ribeirão Preto, a tuberculose responde por quase 50% das internações, seguida por meningite (23%) e coqueluche (15%). O professor destaca ainda que algumas doenças, mesmo com vacinação, não são totalmente prevenidas, o que reforça a importância da conscientização da população.

Impacto financeiro e saúde pública

O impacto financeiro também é significativo. O custo médio por internação no Brasil é de R$ 1.650,00. Na região de Ribeirão Preto, foram gastos R$ 3.646.000,00 no período analisado, com uma média de R$ 1.591,00 por internação. Além disso, foram registrados 77 óbitos na região devido a doenças imunopreveníveis, sendo a tuberculose a principal causa (76%). A baixa cobertura vacinal contribui para o ressurgimento de doenças consideradas erradicadas, como o sarampo e a poliomielite, representando um grande risco para a saúde pública. Aumentar a conscientização sobre a importância da vacinação é crucial para reverter esse quadro e proteger a população.

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