Foram 5.476 vagas em 2023 contra 7.178 no ano passado; economista Adnan Jebailey comenta os dados do Caged
Ribeirão Preto e Franca apresentaram saldos positivos na geração de empregos formais nos primeiros sete meses de 2023, segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Apesar do crescimento, ambas as cidades registraram quedas significativas em comparação com o mesmo período de 2022.
Ribeirão Preto: Serviços em Destaque, Queda na Comparação Anual
Em Ribeirão Preto, foram geradas 5.476 vagas de emprego formal nos primeiros sete meses do ano. O setor de serviços foi o grande destaque, enquanto o comércio apresentou desempenho inferior ao de 2022. Comparando com o mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 1.700 postos de trabalho (23%). A economista Adina Gebayle destaca que, apesar da queda na comparação anual, os dados de 2023 isoladamente mostram um avanço, impulsionado pelo calendário comercial e pela expectativa para o final do ano.
Franca: Indústria Calçadista e a Influência da Exportação
Franca registrou um saldo positivo de 3.595 vagas, mas com uma redução de 58% em relação a 2022. A indústria, principalmente o setor calçadista, apresentou forte crescimento em janeiro e fevereiro, impulsionado pela contratação de pessoal para o ano todo. No entanto, nos meses seguintes, houve fechamento de postos de trabalho, devido à menor demanda do mercado externo, impactada pela valorização do real e queda do dólar. O setor de serviços em Franca, por sua vez, manteve um crescimento consistente ao longo dos sete meses.
Perspectivas para o Final do Ano e o Papel do Agronegócio
A expectativa é de aumento na geração de empregos formais em ambas as cidades no segundo semestre, impulsionada pela inflação controlada, programas governamentais de renegociação de dívidas e o período de vendas do final do ano (Black Friday, Natal e Dia das Crianças). O agronegócio, embora importante para a economia regional, apresenta menor impacto na geração de empregos devido à crescente mecanização e tecnologia. A economista ressalta a importância da qualificação profissional para acessar as vagas disponíveis, principalmente aquelas que exigem maior especialização. Também destaca a complexidade do mercado informal e a necessidade de um olhar atento sobre a pejotização e a busca por um empreendedorismo consciente.



