Anúncio foi feito quatro anos após o município receber dois ônibus que funcionariam para monitorar pontos de tráfico
O Ministério da Segurança Pública frustrou as expectativas de Ribeirão Preto ao cancelar o envio de 40 câmeras de monitoramento para o programa Kraki, destinado ao combate ao tráfico e consumo de drogas. Esse cancelamento ocorreu quatro anos após a chegada de dois micro-ônibus, avaliados em R$ 1.700 mil, destinados a servir como centrais de monitoramento.
Veículos Subutilizados e Recursos Desperdiçados
De acordo com o programa, os veículos deveriam monitorar pontos de tráfico e consumo de drogas, com as câmeras espalhadas pela cidade. Entretanto, os micro-ônibus estão sendo utilizados pela Guarda Municipal em outras funções, sem relação com o combate às drogas. Considerando que o programa Caps ad custa R$ 86 mil mensais, o valor dos veículos seria suficiente para custear o serviço por um ano e sete meses. Marcos Vinicius Santos, coordenador do programa municipal de saúde mental, lamentou o desperdício de recursos.
Equipamentos Sem Utilização
Em 2013, o Ministério da Justiça enviou também 300 sprays de pimenta e armas de choque. A superintendência afirma que as armas estão sendo usadas em treinamentos preventivos, mas ainda não foram utilizadas em situações reais. O custo desse armamento para o governo federal foi de R$ 214 mil.
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A frustração com o cancelamento das câmeras e a subutilização dos recursos destinados ao programa Kraki em Ribeirão Preto geram questionamentos sobre a eficácia e o planejamento das ações de combate às drogas na cidade.



