De acordo com pesquisador da Fiocruz, aumento no número de mortes deve impedir progressão para fase verde
Nesta sexta-feira, o governo de São Paulo divulgará nova classificação do plano de retomada da quarentena, afetando diretamente cidades como Ribeirão Preto e região. A expectativa é alta, principalmente em Ribeirão Preto, que atualmente se encontra na fase amarela e almeja a transição para a fase verde.
Critérios de Classificação
Vários fatores serão considerados para a reclassificação, incluindo a taxa de ocupação de leitos de UTI, a evolução de casos de Covid-19 nos últimos sete dias e o número de mortes no mesmo período. A avaliação não se limita a Ribeirão Preto, mas abrange toda a região administrativa, composta por mais 20 cidades. Segundo o pesquisador Rodrigo Estabile (Fiocruz), embora os números locais sejam favoráveis, a classificação estadual leva em conta os dados de todas as cidades da região, algumas ainda sem estabilidade.
Cenário em Ribeirão Preto e Região
Em Ribeirão Preto, observa-se uma redução no número de leitos de UTI e enfermaria ocupados. No entanto, um aumento no número de óbitos nos últimos sete dias na região como um todo pode impedir a transição para a fase verde. A cidade funciona como âncora de saúde para 22 municípios, e a classificação considera a situação de toda a região, não apenas de Ribeirão Preto.
Leia também
Perspectivas e Medidas Municipais
A fase verde permitiria que comércios, salões de beleza e academias operem com 60% da capacidade. Franca, também na fase amarela, adiou a volta às aulas presenciais para o ano que vem. Em Ribeirão Preto, a prefeitura permanece cautelosa e aguarda a divulgação oficial. Barretinhos também optou por adiar a volta às aulas para 2024 e não comentou sobre a possibilidade de mudança de fase. A conscientização da população sobre o uso de máscaras e o isolamento social continua sendo crucial.
A atualização do plano de retomada demonstra a constante avaliação da situação epidemiológica e a busca por um equilíbrio entre a retomada das atividades econômicas e a preservação da saúde pública. A decisão final do governo estadual trará impactos significativos para as cidades da região, moldando suas estratégias para os próximos meses.