Pesquisadora analisou os fatores que podem influenciar no surgimento do transtorno pós-traumático
Uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto relacionou eventos violentos, como acidentes, sequestros, assédios e abusos sexuais, ao surgimento do transtorno pós-traumático (TEPT). O estudo, conduzido pela biomédica Sabrina Lisboa, vencedora do Prêmio Mulheres na Ciência, investigou as reações individuais a esses eventos e a eficácia dos tratamentos atuais.
Reações ao Trauma e o TEPT
Nem todas as pessoas que vivenciam eventos traumáticos desenvolvem TEPT. Enquanto uma resposta de estresse imediata e a persistência de lembranças e preocupações por um período são normais, o TEPT se caracteriza pela incapacidade de lidar adequadamente com a situação, mesmo meses ou anos após o evento. Indivíduos com TEPT revivem o trauma constantemente, sofrendo impactos significativos em suas vidas sociais e saúde mental.
Desmistificando o Tratamento do TEPT
A pesquisa busca desmistificar os tratamentos existentes para o TEPT, uma vez que sua eficácia é frequentemente limitada. A complexidade multifatorial da doença, influenciada por genes, ambiente e eventos traumáticos, dificulta a criação de tratamentos universais. A pesquisa aponta para a necessidade de uma abordagem mais abrangente, considerando a individualidade de cada caso.
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Entre as descobertas, um composto sintético semelhante ao THC, encontrado na cannabis, mostrou-se promissor como terapia. O estudo, com duração de dois anos, concorreu com mais de 150 trabalhos. Sabrina Lisboa pretende continuar a pesquisa, buscando respostas para outras questões relacionadas ao TEPT, que afeta cerca de 8% da população mundial.



