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Ribeirão-pretano radicado nos EUA relata contato com furacões

Um dos mais potentes, o furacão Irma matou ao menos 84 pessoas em sua passagem
furacões nos EUA
Um dos mais potentes, o furacão Irma matou ao menos 84 pessoas em sua passagem

Um dos mais potentes, o furacão Irma matou ao menos 84 pessoas em sua passagem

O ribeirão-pretano Paulo Carvalho, radicado nos Estados Unidos há 38 anos, concedeu entrevista à CBN sobre o impacto dos furacões na vida das pessoas na Flórida.

Furacões: Uma Realidade Anual

Paulo explica que furacões são eventos previsíveis na Flórida, ocorrendo anualmente entre julho e setembro. A experiência com o furacão Irma, há alguns anos, deixou claro o perigo, especialmente quando o olho do furacão, sua parte mais perigosa, atinge a região. A localização geográfica da Flórida, próxima a Cuba, faz com que os furacões ganhem força antes de atingi-la. Apesar da possibilidade de previsão da trajetória, a mudança repentina de direção é um fator de imprevisibilidade.

Preparação e os Desafios dos Furacões

A preparação para um furacão na Flórida envolve proteger casas (cobrindo janelas e escondendo automóveis), estocar alimentos e água, e contar com geradores. No entanto, furacões de categoria 5 causam danos devastadores, mesmo com preparação, podendo arrancar telhados e destruir casas totalmente. A velocidade dos ventos, que pode chegar a 300 km/h, com rajadas ainda mais fortes, é um fator crucial de destruição. Muitas pessoas optam por deixar suas casas, mas o trânsito intenso e a falta de combustível podem criar problemas adicionais.

Apoio Governamental e Seguros

O governo da Flórida oferece abrigos públicos (shelters) durante os furacões, e a maioria das pessoas possui seguro residencial. As seguradoras são eficientes em reembolsar os danos, mesmo em casos de perda total da casa, oferecendo um valor imediato para que as famílias possam se reestruturar. Apesar do alto custo de imóveis na região, o seguro representa um custo relativamente baixo, considerando os riscos. A experiência de Paulo com o furacão Andrew, em 1992, ilustra a eficácia do sistema de seguros na recuperação após desastres.

A entrevista finaliza com a discussão sobre o furacão Maria, que atingiu o Caribe com força de categoria 5. Paulo destaca a importância de geradores para garantir o funcionamento de eletrodomésticos essenciais após o furacão, dada a alta temperatura e umidade da região. A falta de energia e o esgotamento de alimentos nos supermercados após o evento também são pontos cruciais a serem considerados. A entrevista reforça a gravidade da situação e a necessidade de levar os furacões a sério, alertando sobre os perigos de subestimar a força da natureza e a importância de uma preparação adequada.

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