Ministério da Justiça confirma erro no sistema que realiza o depósito após munícipe deixar arma na sede da Polícia Federal
Proprietários de armas que aderiram à campanha de desarmamento, entregando voluntariamente seus armamentos à Polícia Federal, têm expressado insatisfação com a demora no pagamento das indenizações prometidas pelo Ministério da Justiça.
Atrasos nos Pagamentos em Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, cidadãos que procuraram a Polícia Federal em junho deste ano relatam que os prazos para o recebimento das indenizações já expiraram, e os valores permanecem indisponíveis. O aposentado José Inácio Capelaro, por exemplo, entregou uma garrucha herdada de seu avô no mês passado e ainda não recebeu a compensação financeira.
Problemas na Liberação dos Recursos
Segundo relatos de quem buscou informações na Polícia Federal, o problema estaria na liberação dos recursos em Brasília. A campanha de desarmamento, que teve início em 2004, já resultou na entrega de aproximadamente oito mil armas em Ribeirão Preto. O delegado Edson Geraldo de Souza destaca que o primeiro ano da campanha foi o mais efetivo, com a entrega de seis mil armas.
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Tipos de Indenização
O governo federal estabeleceu diferentes valores de indenização, dependendo do tipo de arma entregue. Garruchas, espingardas e revólveres rendem R$150,00, enquanto pistolas calibre .38, .635 e carabinas são indenizadas em R$300,00. Armas de calibre restrito geram uma indenização de R$450,00. O delegado Souza enfatiza que armas com registros vencidos ou irregulares devem ser entregues à Polícia Federal.
Embora o Ministério da Justiça tenha justificado os atrasos devido a problemas na manutenção do sistema de pagamentos, a pasta assegura que a situação será normalizada em breve e que todos os colaboradores da campanha serão devidamente indenizados.



