Cerca de 50 pessoas ficaram em leitos improvisados na Santa Casa; no HC-UE os atendimentos estão acima da capacidade há 5 anos
Dois hospitais de Ribeirão Preto, a Santa Casa e o Hospital das Clínicas, enfrentam grave superlotação, forçando pacientes a serem atendidos em condições precárias.
Santa Casa: Pacientes em leitos improvisados
Nesta quarta-feira, 50 pacientes da Santa Casa ficaram em leitos improvisados, alguns até mesmo em macas de ambulância a poucos centímetros do chão. Médicos, desgastados pela situação e pela falta de recursos, expressaram sua preocupação ao diretor técnico Luiz Antônio Araújo Dias, que, com 40 anos de experiência, lamentou a situação da população mais carente.
Hospital das Clínicas: Atendimento acima da capacidade
A superlotação também afeta o Hospital das Clínicas, que há cinco anos opera acima de sua capacidade. O coordenador do HC, Carlos Miranda, explica que a situação vem se agravando desde 2014. Com 28 leitos na unidade de emergência, o hospital chega a atender 60 pacientes em alguns dias, mais do que o dobro da capacidade. A numeração das macas tornou-se necessária para organizar o atendimento, e os corredores, que deveriam ser de circulação, estão repletos de pacientes em macas. Em casos extremos, os médicos realizam atendimentos dentro das ambulâncias.
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A busca por soluções
O aumento de pacientes no SUS, em torno de 30%, devido à migração de planos de saúde privados, contribui para a superlotação. O Departamento Regional de Saúde de Ribeirão Preto afirma estar em negociações com a Santa Casa de Serrana para disponibilizar 20 leitos, visando aliviar a pressão sobre os hospitais de Ribeirão Preto. Apesar dos desafios, os hospitais garantem que os pacientes são tratados com humanização, independente das condições.



