Queda de braço entre a responsabilidade do poder público e a falta de conscientização da população faz com que todos percam
A eterna queda de braço entre prefeitura e moradores sobre a responsabilidade pela sujeira nas cidades parece não ter fim. Em Ribeirão Preto, a epidemia de Dengue intensificou a necessidade de mutirões de limpeza, revelando a alarmante quantidade de lixo descartado irregularmente.
O Volume Assustador de Descarte Irregular
Em um único dia de mutirão, mais de 11 toneladas de resíduos foram recolhidas em apenas três bairros. Marcelo Reis, coordenador da limpeza urbana, lamenta o comportamento de parte da população, que descarta entulho, lixo e móveis em locais inadequados. A legislação prevê que a responsabilidade pelo descarte correto de resíduos de construção e inservíveis é do morador, que deve contratar serviços especializados.
A Fiscalização e as Dificuldades Enfrentadas
A prefeitura de Ribeirão Preto tem intensificado a fiscalização de terrenos particulares, aplicando multas que variam de R$824,25 a R$1.413,00 para proprietários que não mantêm seus terrenos limpos. Luiz Carlos Vilela, do Departamento de Fiscalização, explica que, após a notificação, os proprietários têm 15 dias para regularizar a situação, sob pena de a prefeitura realizar a limpeza e cobrar o serviço, além da multa.
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A Falta de Orientação e Alternativas para o Descarte
Apesar das multas e reclamações, a prefeitura é criticada pela falta de orientação à população sobre como descartar corretamente materiais inservíveis. Moradores como Sara Maria de Souza e Paulo de Tarce relatam dificuldades em obter informações sobre o descarte adequado e a falta de opções acessíveis para o transporte de móveis e outros objetos volumosos. A prefeitura oferece o serviço “Catatrecos” para recolher alguns materiais, mas o contato para agendamento se mostrou ineficaz.
A manutenção da limpeza urbana exige um esforço conjunto e contínuo entre moradores e poder público, baseado na educação e na responsabilidade compartilhada.



