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Ribeirão Preto apresenta tendência de alta no número de inadimplentes no primeiro semestre de 2023

Cidade apresentou um aumento de 5309 pessoas endividadas entre janeiro a julho; principais dívidas são bancos e cartões
inadimplentes Ribeirão Preto
Cidade apresentou um aumento de 5309 pessoas endividadas entre janeiro a julho; principais dívidas são bancos e cartões

Cidade apresentou um aumento de 5309 pessoas endividadas entre janeiro a julho; principais dívidas são bancos e cartões

A inadimplência no Brasil é um assunto que afeta milhões de pessoas e impacta diretamente o sucesso financeiro de muitos brasileiros. Um levantamento recente da Serasa expõe a situação em cidades como Ribeirão Preto e Franca, no estado de São Paulo.

Cenário da Inadimplência em Ribeirão Preto e Franca

Em janeiro de 2022, Ribeirão Preto registrou 259.609 inadimplentes, número que subiu para 288.188 em janeiro de 2023. Em julho de 2023, o número se aproximou de 300 mil. Já Franca apresentou uma tendência contrária, com três quedas consecutivas na inadimplência desde maio. Essa diferença entre as cidades destaca a complexidade do problema e a necessidade de análises mais profundas.

Inadimplência em São Paulo e no Brasil

A situação em Ribeirão Preto e Franca reflete a realidade do estado de São Paulo, onde 45% da população está inadimplente, índice superior à média nacional de 43,72%. As principais dívidas são com bancos e cartões (18%), contas básicas (água, luz e gás – 29%) e financeiras (18%). A dívida média por paulista é de R$ 5.600, somando um total de R$ 94 bilhões em dívidas no estado. A maior parte dos inadimplentes (70%) está na faixa etária entre 26 e 60 anos, com destaque para a faixa de 51 a 60 anos (36%). Idosos também são afetados, representando 17% das dívidas, muitas vezes assumindo responsabilidades financeiras familiares.

Educação Financeira e Soluções

A alta inadimplência é resultado de diversos fatores, incluindo a redução do poder de compra, a inflação e a falta de educação financeira. A Serasa recomenda que as famílias destinem 50% da renda para despesas essenciais, 30% para compras não essenciais e reservem 20%. O uso excessivo de cartões de crédito, muitas vezes como extensão do salário, agrava a situação. Programas governamentais, como o Desenrola Brasil, buscam auxiliar na resolução do problema, mas ainda é cedo para avaliar seus resultados. A Serasa oferece o Serasa Ensina, um canal gratuito com dicas de educação financeira para auxiliar na organização das contas e na priorização de pagamentos, focando em dívidas com maiores taxas de juros. A conscientização e a educação financeira são cruciais para controlar a inadimplência e evitar que as dívidas se tornem uma bola de neve.

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