Em dez anos, cidade vai da 3ª para a 11ª colocação; na região, Franca se destaca e agora é a quinta no ranking
Ribeirão Preto caiu oito posições no ranking das melhores cidades brasileiras em serviços públicos, ocupando agora o 11º lugar entre 100 municípios avaliados.
Queda na qualidade dos serviços
O estudo, realizado pela Macroplan com base no IDGM (Índice de Desafios da Gestão Municipal), apontou quedas significativas em diversos setores. A maior queda foi na saúde, com Ribeirão caindo da 8ª posição em 2005 para a 27ª em 2015. Houve também queda nas posições em educação e cultura (12ª para 18ª), infraestrutura e sustentabilidade (9ª para 17ª) e segurança e saneamento (11ª para 17ª).
Análise dos resultados
O economista Mateus Silveira Franco, da FEA, analisou os dados e destacou a queda na saúde como principal fator da baixa classificação. Embora tenha havido pequenas melhorias em alguns indicadores, elas não foram suficientes para compensar a queda em outros setores, principalmente na saúde. Franco aponta que a piora nos indicadores demonstra erros na gestão municipal ao longo do período analisado, que compreende boa parte da gestão de Dárcy Vera (2009-2016).
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Comparação com outras cidades
Apesar da queda, Ribeirão Preto ainda se destaca entre as 100 cidades avaliadas. A cidade mantém um potencial considerável, evidenciado pela sua posição entre as 11 melhores. Franca, cidade vizinha, apresentou resultados positivos, com destaque para a melhora na infraestrutura. O estudo também revela que Ribeirão Preto não possui plano diretor, sendo uma das 16 cidades do ranking sem essa ferramenta de planejamento urbano. Apesar de não se destacar em nenhum item específico, a posição de destaque entre as 11 melhores demonstra o potencial da cidade para recuperar posições nos próximos anos.



