Ribeirão Preto concentra núcleo financeiro de esquema criminoso bilionário, aponta a Receita Federal
Uma megaoperação da Polícia Federal e da Receita Federal desmantelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), com foco no setor de combustíveis. A operação, que cumpriu mandados em oito estados, revelou um complexo sistema financeiro concentrado em Ribeirão Preto e região.
O Epicentro Financeiro em Ribeirão Preto
Segundo a Receita Federal, Ribeirão Preto desempenhou um papel central na análise financeira do grupo criminoso. As buscas e apreensões visaram coletar informações sobre a movimentação de recursos, com o objetivo de rastrear a origem e o destino do dinheiro. O delegado da Receita Federal de Ribeirão Preto, Glauco Guimarães, enfatizou a importância de identificar os responsáveis pelo dinheiro e sua utilização, dada a clara supressão de tributos federais.
Alvos da Operação na Região
A operação se estendeu por diversas cidades da região, incluindo Ribeirão Preto, Jardinópolis, Barretos e Pontal. Em Pontal, a usina Alzina Carolo foi alvo de buscas, com recolhimento de computadores e documentos. A empresa, que havia passado por recuperação judicial, recentemente restabeleceu suas licenças de operação, após um processo administrativo da Agência Nacional do Petróleo (ANP). As autoridades investigam a relação da usina com o esquema criminoso.
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O Papel das Fintechs e a Importação de Metanol
As investigações apontam para o uso de fintechs controladas pelo crime organizado para movimentar as transações financeiras do grupo. Essas empresas de tecnologia financeira operavam com contabilidade paralela, dificultando o rastreamento do dinheiro e permitindo transferências entre empresas e pessoas físicas sem identificação dos beneficiários finais. Um dos principais eixos da fraude investigada envolve a importação irregular de metanol, desviado para adulterar combustíveis, gerando lucros bilionários à organização criminosa.
A ação conjunta visa desarticular as engrenagens financeiras da organização, responsabilizar os envolvidos e recuperar os valores sonegados, estimados em bilhões de reais.



