Ouça o quadro ‘A Cidade há 100 anos’, com Rosana Zaidan
No mês de dezembro de 1915, um grupo de figuras proeminentes de Ribeirão Preto se reuniu com um objetivo ambicioso: discutir a viabilidade da construção de um novo teatro na cidade. A reunião, que ocorreu na Recreativa, foi motivada por uma crescente preocupação com a capacidade do Teatro Carlos Gomes de atender à demanda por espetáculos grandiosos.
A Necessidade de um Novo Espaço Cultural
Liderados por Veiga Miranda, escritor, advogado e professor, e pelo maestro Carlos Volani Nardelli, os participantes da reunião acreditavam que o Teatro Carlos Gomes, apesar de sua importância histórica, já não era suficiente para as necessidades da crescente vida cultural de Ribeirão Preto. Eles vislumbraram um novo teatro que fosse “amplo, vistoso e higiénico”, refletindo as aspirações da época por modernidade e conforto.
Inspiração no Teatro Pedro II
Apesar de não haver menção explícita, é possível inferir que o grupo idealizava um teatro nos moldes do Teatro Pedro II, que viria a ser inaugurado anos depois. O Pedro II, com sua grandiosidade e beleza arquitetônica, representava um modelo ideal para atender às expectativas dos intelectuais e amantes da cultura da época.
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O Legado e a Inauguração do Pedro II
Embora a reunião de 1915 não tenha resultado imediato na construção de um novo teatro, ela demonstra a preocupação e o compromisso da comunidade de Ribeirão Preto com a cultura. O Teatro Pedro II, inaugurado em 1930, tornou-se um símbolo da cidade e um importante palco para as artes, concretizando o sonho daqueles que, anos antes, vislumbraram um futuro cultural mais vibrante para Ribeirão Preto.



