Categoria melhor avaliada no município foi o ‘acesso a capital’ (11º), já a pior foi a de ‘cultura empreendedora’ (55°)
O Índice de Cidades Empreendedoras, publicado pela ENAP (Escola Nacional de Administração Pública) com apoio da Endeavor, analisou 101 cidades brasileiras em sua sétima edição. Conversamos com Dalton Marques, gerente de desenvolvimento do Supera Parque, para entender a importância do estudo e seus resultados.
Importância do Índice e Análise dos Resultados
O índice, criado em 2014, fornece subsídios para políticas públicas que impulsionam o desenvolvimento urbano por meio do empreendedorismo. A informação gerada beneficia gestores municipais e a população, permitindo a cobrança por melhores políticas públicas. A periodicidade anual permite avaliar a evolução dos municípios ao longo do tempo.
Critérios de Classificação
A classificação das cidades considera sete categorias: ambiente regulatório (tempo e custos de processos); infraestrutura (transporte, condições urbanas e conexões); mercado (desenvolvimento econômico e clientes); acesso a capital (recursos financeiros); inovação (inputs como infraestrutura tecnológica e outputs como patentes); capital humano (mão de obra qualificada e indicadores como IDEB e ENADE); e cultura empreendedora (pesquisas no Google sobre termos relacionados ao empreendedorismo).
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Resultados e Considerações
São Paulo lidera o ranking, seguida por Florianópolis, Joinville, Brasília, Niterói, Boa Vista, Curitiba, Rio de Janeiro, Macapá e Goiânia. Dalton Marques destaca a complexidade de medir a cultura empreendedora apenas pela busca no Google, considerando que a metodologia pode não refletir completamente a realidade. Ribeirão Preto ocupa a 33ª posição, com destaque para o acesso a capital (11º lugar) e uma posição mais modesta na categoria cultura empreendedora (55º lugar). A cidade de Franca aparece na 56ª posição. Para acessar os dados completos, basta pesquisar “Índice de Cidades Empreendedoras 2023” no Google.