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Ribeirão Preto é a oitava cidade de SP com mais risco de dengue

Chefe do Controle de Vetores, Maria Lúcia Biagini conversou com a CBN Ribeirão
Ribeirão Preto é a oitava cidade
Chefe do Controle de Vetores, Maria Lúcia Biagini conversou com a CBN Ribeirão

Chefe do Controle de Vetores, Maria Lúcia Biagini conversou com a CBN Ribeirão

Ribeirão Preto registra índice de infestação predial do Aedes aegypti de 4,9%, segundo levantamento divulgado pela administração municipal, posicionando a cidade como a oitava mais afetada no estado de São Paulo. A situação preocupa autoridades locais por ficar acima do limite considerado seguro por órgãos internacionais.

Índice de infestação e panorama regional

O levantamento mostra que municípios da região também apresentam índices elevados: Jaboticabal tem 4,7% e São Joaquim da Barra 4,6%. Em contrapartida, cidades como Cajuru, Cravinhos, Morro Agudo e Pradópolis constam com índice zero conforme os dados oficiais.

Casos confirmados e medidas de combate

Na distribuição dos casos de dengue dentro de Ribeirão Preto, a Vila Tibério concentra mais de um terço das confirmações, com 28 registros até o momento. A zona oeste registrou 10 casos, enquanto as regiões leste e norte contabilizaram seis casos cada.

A chefe da Divisão de Controle de Vetores, Maria Lúcia Biagini, afirmou que os números não surpreendem a administração, que realiza três levantamentos anuais em períodos distintos, e alertou para o risco de expansão: "A situação pode piorar e pode ocorrer uma explosão de casos a qualquer momento".

Entre as ações adotadas pela prefeitura estão visitas casa a casa, bloqueios em torno de casos suspeitos e confirmados, e nebulização restrita a situações com confirmação positiva. Equipes inspecionam quinzenalmente mais de 500 pontos estratégicos — como ferros-velhos, cemitérios, desmanches de veículos e borracharias — além de imóveis de grande circulação. Áreas públicas, como o chafariz do Teatro Municipal e a Praça Coração de Maria, também são vistoriadas, especialmente após chuvas, para evitar acúmulo de água.

Desafios operacionais e recomendações à população

Os agentes enfrentam dificuldades operacionais, entre elas as chamadas “casas-dormitório” — imóveis fechados durante o dia — que chegaram a representar cerca de 40% das residências visitadas. Para mitigar o problema, a equipe alterou o horário de atuação até o início da noite, reduzindo a taxa de imóveis fechados para cerca de 15% a 17%.

Outro desafio é a existência de imóveis para aluguel ou venda sem manutenção adequada, que favorecem a formação de criadouros. A prefeitura informou que contratos emergenciais de agentes terminam em maio, embora haja outros contratos vigentes até o final de 2015, e que já solicitou reposição de pessoal para manter as ações de combate.

A Organização Mundial da Saúde estabelece 1% como limite aceitável do índice de infestação predial para evitar epidemias; com 4,9%, Ribeirão Preto supera esse parâmetro. As autoridades reforçam que o combate depende da colaboração dos moradores: eliminar recipientes com água parada e permitir o acesso dos agentes são medidas essenciais para reduzir o risco de disseminação da dengue, zika e chikungunya.

As equipes municipais mantêm a rotina de inspeções e orientações, enquanto a população é convocada a intensificar os cuidados domésticos para reduzir criadouros e proteger a cidade.

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