Análise foi feita pelo Departamento de Computação da UFOP; estudo comparou os casos em 623 cidades de São Paulo
Ribeirão Preto aparece em terceiro lugar no ranking das cidades do interior paulista com maior risco de propagação do novo coronavírus, segundo pesquisa da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Vulnerabilidade estrutural
De acordo com Vandere de Souza de Freitas, um dos autores do estudo, cidades com maior número de pessoas e maior conectividade apresentam maior vulnerabilidade estrutural na rede. Isso significa que, por terem um fluxo intenso de pessoas, essas cidades têm maior probabilidade de registrar casos de Covid-19 e, consequentemente, novas ondas de propagação. Cidades com essa característica necessitam de cuidados redobrados e atenção especial às medidas de prevenção.
Interiorização da doença
A pesquisa, que comparou dados de 623 cidades paulistas até 1º de maio, aponta que, embora inicialmente as grandes cidades concentrassem o maior número de casos, a partir do início de maio, cidades com menor fluxo populacional também começaram a registrar um aumento significativo de casos. Isso indica um processo de interiorização da doença.
Ribeirão Preto como ponto de propagação
Cidades como Ribeirão Preto, com grande mobilidade e conexões, atuam como pontes na propagação do vírus, tanto recebendo quanto transmitindo a infecção. O estudo destaca a necessidade de atenção redobrada em relação às medidas de prevenção, como o distanciamento social, para evitar o agravamento do quadro e o impacto em cidades menores.
São Paulo e Campinas lideram o ranking de cidades com maior risco de propagação, seguidas por Ribeirão Preto. A pesquisa ressalta a importância de medidas de prevenção rigorosas em todas as cidades, especialmente aquelas com maior fluxo populacional e conectividade, para conter a disseminação do vírus.


