Presidente do Instituto Trata Brasil, Edson Carlos falou à CBN Ribeirão
Ribeirão Preto e Franca se destacam no cenário nacional quando o assunto é saneamento básico, figurando entre os 10 primeiros colocados no ranking do Instituto Trata Brasil, que avalia os 100 maiores municípios do país. Apesar do bom desempenho, ambas as cidades enfrentam desafios para manter e aprimorar seus serviços.
Desafios e Avanços em Ribeirão Preto
Ribeirão Preto ascendeu da 13ª para a 9ª posição no ranking, impulsionada pela leve diminuição no percentual de desperdício de água, que passou de 45,5% para aproximadamente 42%. No entanto, esse índice ainda é considerado alto, representando o principal obstáculo para a cidade avançar ainda mais. Segundo Edson Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, a urgência na redução dessas perdas é crucial, especialmente considerando que Ribeirão Preto utiliza água de um aquífero, aumentando sua responsabilidade ambiental.
Apesar da prefeitura contestar os dados, alegando uma perda de 37%, o investimento em tecnologia para detectar vazamentos e a modernização da rede de distribuição são essenciais. Em 2011, o Daerp (Departamento de Águas e Esgotos) arrecadou R$ 190 milhões, mas investiu apenas R$ 10,6 milhões (6%), um valor considerado insuficiente para promover melhorias significativas.
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A Situação de Franca e a Importância do Investimento Contínuo
Franca, por sua vez, caiu da 3ª para a 6ª posição. Embora a cidade tenha alcançado a universalização do saneamento, com 100% de atendimento em água e coleta de esgoto, a estagnação em alguns indicadores contribuiu para a queda no ranking. O tratamento de esgoto abrange 76% do volume total, e as perdas de água, embora baixas (17,2%), apresentaram um ligeiro aumento. O investimento se manteve na faixa dos R$ 13 milhões. A cidade não piorou, mas outras cidades melhoraram.
Apesar da posição de destaque, Ribeirão Preto enfrenta problemas diários de desabastecimento em alguns bairros. A falta de informações sobre a intermitência no fornecimento de água dificulta a avaliação precisa da qualidade do serviço. A solução para esse problema passa por investimentos na modernização da rede de distribuição e na redução de vazamentos, garantindo um abastecimento contínuo e eficiente.
Eficiência e Gestão no Saneamento Básico
O ranking do Instituto Trata Brasil demonstra que a eficiência na gestão do saneamento é mais importante do que a natureza pública ou privada da empresa responsável. Municípios com diferentes modelos de gestão figuram tanto nas primeiras quanto nas últimas posições do ranking. O essencial é que o saneamento seja tratado com a mesma eficiência de qualquer outra atividade, garantindo um serviço de qualidade para a população.
As cidades que se destacam no ranking do saneamento demonstram que o investimento contínuo e a busca por soluções inovadoras são fundamentais para garantir a qualidade de vida da população e a preservação dos recursos hídricos.



