Brasil é referência mundial no transplante de órgãos; saiba mais sobre a importância dessa prática
O Brasil é uma das principais referências mundiais em transplantes de órgãos, Ribeirão Preto e região têm hospitais, com hospitais preparados para captar esses órgãos em Ribeirão Preto e região. Em 2024, o país registrou um recorde histórico no número de transplantes, com um aumento de 18% em relação a 2022.
Dados nacionais e estaduais: Segundo o Ministério da Saúde, a lista de espera por transplantes é única para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e de hospitais particulares, priorizando casos mais graves e, em situações de quadro clínico semelhante, quem tem mais tempo na fila. O estado de São Paulo realizou cerca de 9.500 procedimentos em 2024, sendo os transplantes de rim, córnea e fígado os mais frequentes.
Captação de órgãos na Santa Casa de São Carlos
A Santa Casa de São Carlos integra a rede de captação de órgãos. De acordo com Thiago Clezer da Silva, coordenador de enfermagem, em 2024 foram realizadas 12 captações, incluindo rins, córneas, pulmão, coração, pele e osso. Em 2025, já foram feitas cinco captações. O processo de comunicação com as famílias começa com o diagnóstico, e muitas vezes a vontade de doar parte dos familiares.
História de transplante: A autônoma Ana-Claudia Ferras recebeu um transplante em 7 de março de 2024, após ser diagnosticada com um tipo de leucemia. O doador foi seu irmão, com 100% de compatibilidade. Ela relata que o momento foi marcado por muita emoção e esperança.
Fila de espera e qualidade de vida: Atualmente, cerca de 78 mil pessoas aguardam por doação de órgãos e tecidos no país. Stephanie Santos, coordenadora de enfermagem, destaca que o transplante não é uma cura, mas proporciona qualidade de vida e liberdade para os pacientes. Ela reforça a importância de informar os familiares sobre a intenção de doação para ajudar a salvar vidas.
Entenda melhor
O transplante de órgãos é um procedimento que oferece uma nova chance de vida para pacientes com doenças graves, mas depende da doação voluntária e da compatibilidade entre doador e receptor. A organização das filas de espera e a priorização dos casos são reguladas pelo Ministério da Saúde, visando a maior eficiência e justiça no acesso aos órgãos disponíveis.



