A doença é infecciosa, causa lesões na pele e danos aos nervos; presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia comenta
Ribeirão Preto enfrenta um aumento significativo de casos de rancenias, doença que afeta nervos e pele, causando perda de sensibilidade e força motora. De 62 casos em 2015, o número saltou para 210 em 2021, segundo dados da Secretaria de Vigilância Epidemiológica da Prefeitura.
Diagnóstico Precoce: A Chave para o Controle da Rancenias
O aumento de casos em Ribeirão Preto se deve, em parte, a um programa de treinamento para profissionais de saúde da atenção básica, implementado em 2018. Com isso, o diagnóstico precoce se tornou mais eficiente, permitindo tratamento mais rápido e evitando incapacidades futuras. A detecção precoce é crucial para interromper a cadeia de transmissão da bactéria, que só vive no homem.
Sintomas e Tratamento da Rancenias
A rancenias manifesta-se por meio de sintomas como dormência, formigamento, câimbras (principalmente noturnas e em um único lado do corpo), e dores nos nervos sem causa aparente. A perda de sensibilidade ao calor, tato e dor é um sinal importante. O tratamento envolve o uso de antibióticos (poliquimioterapia) por seis a doze meses, dependendo da gravidade da doença. Disponível na rede SUS, o tratamento visa evitar a destruição dos nervos e as consequentes incapacidades.
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Incapacidades e Prevenção
Se não tratada, a rancenias pode levar a incapacidades significativas. A perda de sensibilidade aumenta o risco de acidentes, como queimaduras e ferimentos nos pés. A perda de força motora impacta as atividades cotidianas, podendo levar ao afastamento do trabalho. A prevenção, portanto, é fundamental. O tratamento precoce dos indivíduos infectados é a única forma de combater a disseminação da bactéria na comunidade.


