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Ribeirão Preto enfrenta déficit de até 500 leitos e amplia medidas emergenciais na saúde

Secretário Maurício Godinho detalha superlotação histórica, ações para aliviar a rede do SUS e alerta para impacto das faltas em consultas.
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Luis Augusto/CBN Ribeirão

A rede pública de saúde de Ribeirão Preto opera há anos próxima do limite, com déficit estimado entre 400 e 500 leitos hospitalares. O cenário foi detalhado pelo secretário municipal da Saúde, Maurício Godinho, em entrevista ao Manhã CBN desta quinta-feira (5), na qual ele apresentou medidas emergenciais para enfrentar a superlotação, alertou para o alto índice de faltas em consultas e destacou a necessidade de preparo da rede diante do avanço da dengue.

Segundo o secretário, hospitais que atendem pelo SUS, como o Hospital das Clínicas, Santa Casa e Santa Lídia, funcionam frequentemente em regime de ocupação máxima. Godinho lembrou que o problema não é recente e citou que, em 2022, o Ministério Público chegou a abrir uma ação civil após pacientes aguardarem atendimento dentro de ambulâncias. Um caso recente mencionado foi o de uma paciente de 57 anos que esperou quase dez horas em uma ambulância por um leito na Santa Casa, após ser transferida de uma UPA.

Medidas emergenciais

Para reduzir a pressão sobre a rede hospitalar, a Secretaria da Saúde adotou uma série de estratégias. Entre elas está a criação de unidades intermediárias para pacientes que não necessitam de internação, mas também não podem permanecer nas UPAs.

O Hospital Francisco de Assis passou por readequação de perfil, com ampliação emergencial de 18 leitos. Além disso, foi criado um gabinete de crise para monitorar a situação e discutir a compra de serviços junto à saúde suplementar. A prefeitura também tem recorrido a hospitais parceiros da região, como o Hospital de Serrana, e ampliado o investimento em atendimento domiciliar.

Faltas em consultas

Outro ponto crítico abordado foi o alto índice de absenteísmo na atenção primária. Apesar de 92% dos usuários utilizarem o aplicativo para agendar consultas, Ribeirão Preto registra cerca de mil faltas por dia, considerando as 38 unidades de saúde e o NGA.

As ausências impedem que outras pessoas utilizem as vagas disponíveis e aumentam o tempo de espera por atendimento. O secretário reforçou que o próprio aplicativo permite desmarcar ou reagendar consultas de forma simples, liberando horários para outros pacientes.

Alerta para a dengue

As ações anunciadas também têm como objetivo preparar a rede para uma possível superlotação causada pelo aumento de casos de dengue. A Prefeitura intensificou campanhas de conscientização para estimular o uso responsável do sistema de saúde e reduzir as faltas em consultas, consideradas essenciais para o funcionamento da rede.

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