Aquífero Guarani sofre com uso intenso, com queda drástica no nível armazenado; consumo é duas vezes maior que a média nacional
Falta d’água em Ribeirão Preto: um problema crônico que exige soluções urgentes
Falhas no sistema e falta de água na zona norte
A cidade de Ribeirão Preto enfrenta mais um episódio de desabastecimento de água, desta vez afetando os bairros da zona norte, incluindo Ipiranga, Alto Ipiranga e Sumarezinho. A Secretaria de Água e Esgoto (SAAE) atribui o problema a falhas eletromecânicas na bomba do poço Pompolo, que está sendo substituída. A previsão é que o serviço seja concluído até o fim da manhã.
Um problema de longa data e suas implicações
A falta d’água é um problema recorrente em Ribeirão Preto, apesar da abundância de recursos hídricos na região, graças ao Aquífero Guarani. A cidade consome quase o dobro da média nacional e desperdiça 43% da água distribuída. Essa situação expõe um paradoxo: uma cidade rica em água sofrendo com falta dela. A problemática vai além do município, refletindo um cenário global de escassez de água subterrânea, agravado pelo clima seco, agricultura intensiva e consumo inconsciente.
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Soluções e perspectivas futuras
A solução requer uma abordagem em duas frentes: melhorias no planejamento e na infraestrutura da SAAE para reduzir falhas e interrupções no abastecimento, e uma mudança de comportamento da população e ações governamentais para o uso racional da água. Há investimentos em estudos para avaliar o Aquífero Guarani e a rede de distribuição, além de planos para usar o Rio Pardo como fonte alternativa. A educação ambiental é crucial para conscientizar a população sobre a importância da preservação desse recurso finito. Ribeirão Preto, como polo econômico importante, precisa adotar práticas sustentáveis para garantir o abastecimento de água a longo prazo, alinhadas com as estratégias de outras cidades ao redor do mundo.
A situação atual demanda ações imediatas para solucionar os problemas de abastecimento, mas também uma visão de longo prazo que contemple a preservação do Aquífero Guarani e a implementação de políticas públicas eficazes para um uso mais consciente e sustentável dos recursos hídricos. Somente assim, será possível evitar que a falta d’água se torne um problema ainda mais crônico e grave para a população e o desenvolvimento econômico da região.