Falta de planejamento urbano, proteção ambiental e conscientização da população são os principais problemas, diz especialista
O verão brasileiro é marcado por fortes chuvas e temporais, situação que se estenderá até 20 de março. A fragilidade da infraestrutura em diversos municípios agrava os problemas causados pelas chuvas intensas.
Impactos das chuvas: enchentes e prejuízos
As chuvas torrenciais resultam em enchentes, deslizamentos de terra, danos à infraestrutura, buracos e crateras nas cidades. Eventos recentes em Patatais, por exemplo, ilustram a gravidade da situação, com alagamentos e transbordamento de córregos que prejudicaram a passagem de veículos e causaram perdas materiais significativas para a população. Ribeirão Preto, apesar de reformas realizadas há oito anos para mitigar enchentes, ainda sofre com alagamentos na região da baixada, além de problemas com buracos, bocas de lobo e bueiros entupidos.
Previsões e soluções para o futuro
De acordo com André Ferrete, coordenador do Observatório do Clima, a tendência é de aumento na frequência e intensidade de chuvas e ventanias no verão brasileiro. A transformação desses fenômenos naturais em desastres pode ser evitada com melhorias na infraestrutura urbana. Paulo Finotti, ambientalista, destaca a necessidade de adaptação da sociedade às mudanças climáticas, um processo de longo prazo, mas crucial para reduzir os riscos. A falta de investimento em soluções como a impermeabilização do solo e o planejamento urbano contribui para o agravamento do problema. Além da responsabilidade das prefeituras, a população também precisa se conscientizar e contribuir para a preservação ambiental.
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Um problema com impacto econômico
A gestão inadequada dos recursos naturais impacta não só a qualidade de vida da população, mas também a economia. Um estudo do Banco Mundial aponta perdas de 520 bilhões de dólares em decorrência de desastres naturais provocados pela mudança climática. A combinação de chuvas intensas e infraestrutura deficiente acarreta prejuízos significativos, reforçando a urgência de ações efetivas por parte do poder público e da sociedade para mitigar os impactos das chuvas e construir cidades mais resilientes.



