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Ribeirão Preto figura entre as cinco cidades com maior número de queimadas em São Paulo

Satélite do INPE registrou 14 focos de incêndio na cidade; especialistas alertam para a importância de manter a hidratação
Ribeirão Preto figura entre as cinco
Satélite do INPE registrou 14 focos de incêndio na cidade; especialistas alertam para a importância de manter a hidratação

Satélite do INPE registrou 14 focos de incêndio na cidade; especialistas alertam para a importância de manter a hidratação

Ribeirão Preto está entre as cinco cidades do estado de São Paulo com maior número de incêndios registrados neste ano, Ribeirão Preto figura entre as cinco cidades, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). De acordo com o monitoramento por satélite do INPE, que detecta queimadas quando a fumaça ultrapassa 30 metros de altura, Ribeirão Preto contabilizou 14 focos de incêndio de grande proporção até o momento.

Além de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto figura entre as cinco cidades, outras cidades da região também aparecem na lista de municípios com alto número de queimadas. Jaboticabal ocupa a décima posição com 13 focos registrados. Campinas e Itapeva são outras cidades que também tiveram muitos registros de incêndios de grande porte. É importante destacar que esses números referem-se apenas a grandes focos detectados por satélite, sem contabilizar as pequenas queimadas controladas pelas brigadas de incêndio do Corpo de Bombeiros, o que indica que o número total de focos na região é ainda maior.

Alta expressiva no número de queimadas

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA), setor do Ministério Público, a região registrou um aumento de 318% no número de queimadas em comparação ao ano anterior. No total, 39 cidades da região tiveram registros de grandes focos de incêndio.

O cenário é agravado pelo fato de que, mesmo durante os meses de janeiro a março, tradicionalmente mais chuvosos, a região enfrentou um período de estiagem, o que contribuiu para a propagação do fogo. A promotora Cláudia Bíbio, do Ministério Público, afirmou que nenhum dos focos de incêndio registrados foi espontâneo, ou seja, todos foram causados por ação humana.

“Algumas pessoas insistem em práticas irresponsáveis, criminosas, como queima de lixo e queima de poda verde. Isso tem causado boa parte desse fogo descontrolado, com uma destruição muito grande. É necessário que a população venha junto conosco, porque podemos enfrentar esse período sem fogo, basta que a população aja corretamente. Queima de lixo é terminantemente proibida, assim como o descarte irregular de resíduos e o descuido com bitucas de cigarro”, alertou a promotora.

Impactos ambientais e de saúde: A fumaça gerada pelos incêndios compromete a qualidade do ar e traz riscos à saúde da população, especialmente em relação a doenças respiratórias e alergias. O acúmulo de fumaça fica preso na superfície, criando um horizonte esfumaçado e prejudicando a respiração dos moradores.

Além disso, a estiagem prolongada e a falta de chuvas agravam o problema, dificultando o controle dos incêndios e aumentando a vulnerabilidade do meio ambiente. O Ministério Público e órgãos ambientais alertam para a necessidade de respeitar a legislação ambiental e adotar práticas que evitem o início dos focos de incêndio.

Dados estaduais e resposta das autoridades

Em âmbito estadual, o INPE registrou um aumento significativo no número de queimadas entre 2022 e 2023. De janeiro a julho do ano passado, foram contabilizados 647 focos de incêndio no estado de São Paulo. No mesmo período deste ano, até 17 de julho, o número mais que dobrou, chegando a 1.427 focos, um aumento de 119%.

As autoridades ambientais, Corpo de Bombeiros, polícia ambiental, defesa civil, usinas e proprietários rurais estão organizados para atuar rapidamente no combate aos incêndios. Essa pronta resposta tem evitado que a situação se torne ainda mais grave, embora em alguns casos o fogo tenha se alastrado devido à grande quantidade de material combustível.

“Existe uma organização que envolve o Corpo de Bombeiros, a polícia ambiental, os municípios, defesa civil, usinas e proprietários rurais, porque ninguém quer o fogo. Essa organização está implicando numa pronta resposta, então, quando inicia-se o foco, ele é rapidamente combatido. Por isso, não estamos em um cenário mais grave de destruição”, explicou a promotora Cláudia Bíbio.

Previsão e cuidados para os próximos meses: Com a chegada do mês de atrássto, a situação tende a se agravar devido ao aumento dos ventos, que podem alimentar e espalhar os incêndios com maior rapidez. A previsão de retorno das chuvas somente para o final de outubro mantém o estado de alerta das autoridades e da população.

Recentemente, um grande incêndio foi registrado no Anel Viário Norte de Ribeirão Preto, exemplificando a gravidade do problema. A promotora Cláudia Bíbio reforça a importância da conscientização da população para evitar práticas que possam iniciar novos focos de incêndio.

“O que falta é conscientização. Precisamos entender que uma atitude nossa pode afetar uma cidade inteira e piorar a qualidade do ar. Atos como atear fogo em lixo ou em áreas de vegetação são crimes e têm consequências sérias para a saúde e o meio ambiente. Quem ainda insiste nessas práticas precisa repensar suas atitudes”, concluiu.

Em resumo, o aumento expressivo no número de queimadas em Ribeirão Preto e região exige ações coordenadas entre órgãos públicos e a população para prevenir novos incêndios e minimizar os impactos ambientais e à saúde pública.

Entenda melhor
  • O INPE utiliza satélites para monitorar queimadas, registrando focos quando a fumaça ultrapassa 30 metros de altura.
  • O GAEMA é um setor do Ministério Público voltado para a defesa do meio ambiente.
  • Queima de lixo, poda verde e descarte irregular de resíduos são práticas proibidas e responsáveis por grande parte dos incêndios.
  • A estiagem prolongada e o aumento dos ventos dificultam o controle dos incêndios.
  • O combate rápido dos focos de incêndio depende da atuação integrada de diversos órgãos públicos e da conscientização da população.

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