Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Sandra Lambert
A Catedral de São Sebastião, um marco na paisagem de Ribeirão Preto, foi oficialmente reconhecida como patrimônio estadual. A decisão, aguardada com expectativa, representa um importante passo para a preservação da história e da cultura local. Naenoura Maria Barbosa Freitas, doutora em História da Igreja Católica e Patrimônio Cultural, compartilha a relevância dessa conquista.
O Significado do Tombamento
Para Naenoura, o tombamento é uma vitória que transcende a comunidade católica, abrangendo toda a cidade de Ribeirão Preto. O reconhecimento pelo governo estadual valida o valor patrimonial da catedral e de seu entorno, que inclui o Palácio Episcopal e a Praça das Bandeiras. Essa oficialização demonstra como o governo estadual valoriza esse patrimônio e como ele é percebido pela população local, somando-se a outros bens já reconhecidos no município.
A Abrangência do Decreto e a História do Palácio Episcopal
O decreto de tombamento não se limita à catedral, estendendo-se ao seu entorno, o que inclui o Palácio Episcopal. Inaugurado em 1913, o palácio foi construído por Dom Alberto José Gonçalves, o primeiro bispo de Ribeirão Preto, que também foi senador da República pelo Paraná. Dom Alberto investiu sua fortuna na construção de bens patrimoniais na cidade, como o próprio palácio, que abriga valiosos afrescos em espaços como a sala de jantar e a sala de reuniões, conhecida como Consistório. A Praça das Bandeiras, onde a catedral está localizada, também integra o conjunto tombado.
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O Futuro da Preservação e o Papel do Estado
Diante do reconhecimento, a Igreja se mostra aberta a sugestões para a preservação do patrimônio. O Estado, por sua vez, assume novas responsabilidades, incluindo o apoio financeiro para a conservação dos bens tombados. Esse suporte será disponibilizado de acordo com as demandas e os projetos apresentados para a preservação do patrimônio. Atualmente, a catedral passa por reformas e restaurações, enfrentando desafios como rachaduras em sua estrutura, agravadas pelo trânsito intenso. Um estudo detalhado está sendo aprimorado para atender às necessidades de preservação da edificação, e o reconhecimento estadual torna esse processo mais viável.
O reconhecimento como patrimônio estadual fortalece o compromisso com a salvaguarda desse importante bem cultural.



