Sociedade civil terá duas audiências em junho para definir estratégias e mitigar alagamentos e problemas de saneamento
A Prefeitura de Ribeirão Preto anunciou a realização de audiências públicas para discutir o Plano Municipal de Saneamento Básico, com transmissões ao vivo nos canais oficiais nos dias 17 e 18 de junho. O plano abrangerá propostas para a política municipal de saneamento básico, drenagem e manejo de águas pluviais.
A urgência do plano e os riscos climáticos
Especialistas alertam que a iniciativa chega tardiamente, considerando que diversas cidades brasileiras estão em áreas de risco de desastres climáticos. Dados da Casa Civil apontam que 1.942 municípios estão em áreas suscetíveis a inundações e deslizamentos, com impactos significativos na população. Somente no Rio Grande do Sul, 142 cidades estão em risco, enquanto as chuvas recentes afetaram 450, representando 73% da população brasileira. O desafio principal é definir ações de curto, médio e longo prazo para mitigar os riscos, considerando a realidade de Ribeirão Preto.
Planos de curto, médio e longo prazo
Ações de curto prazo devem focar em estratégias para lidar com chuvas intensas, avaliar a capacidade da Defesa Civil e identificar pontos críticos da cidade. Em paralelo, planos de médio e longo prazo precisam ser elaborados, como o exemplo de Campinas, que investiu em um sistema de escoamento de águas pluviais. Isso envolve um planejamento urbano que contemple as limitações naturais e a crescente pressão sobre o sistema urbano, fruto do desenvolvimento econômico da região.
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Planejamento urbano e desafios futuros
O crescimento acelerado de Ribeirão Preto, semelhante ao de outras cidades do interior paulista, gerou uma ocupação intensa do território, muitas vezes sem considerar as limitações naturais. A implementação de planos diretores municipais é fundamental para um planejamento urbano que vise a preservação da vida e a mitigação de riscos futuros. É preciso um debate que contemple a necessidade de deslocamento de pessoas e comércios para áreas menos suscetíveis a desastres, mesmo diante da resistência da população. A liderança política é crucial para a implementação dessas medidas, tão necessárias em face das mudanças climáticas.