Sem opção, pacientes da rede pública precisam pagar pelo medicamentos nas farmácias convencionais
A Prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta sérios problemas no fornecimento de medicamentos em suas unidades de saúde. Além da dificuldade em honrar os pagamentos a fornecedores, a má reputação do município no cumprimento de contratos tem afastado empresas de participar das licitações.
Falta de Remédios e Consequências
A falta de medicamentos afeta diretamente a população. Postos de saúde, antes com filas de espera, atrásra apresentam corredores vazios devido à escassez de remédios, inclusive de itens básicos como o Buscopan. Cidadãos relatam dificuldades em obter medicamentos essenciais, sendo obrigados a arcar com os custos em farmácias particulares, mesmo após consultas médicas em unidades públicas. Um pedreiro, Antônio Gonçalo, teve sua receita médica limitada a dois comprimidos de Buscopan devido à falta do medicamento no posto de saúde. Luiz Pereira, recém-operado, também enfrentou dificuldades para conseguir o remédio para dor, precisando reorganizar seu dia para comprar o medicamento.
Dificuldades com Licitações e Fornecedores
O secretário de saúde, Sandro Scarpellini, explicou que a prefeitura devia para mais de 60 fornecedores, e que, apesar da maioria ter aderido a um plano de pagamento mensal das dívidas de 2015 e 2016, um pequeno grupo não aderiu. A falta de credibilidade junto às empresas tem dificultado a realização de licitações, com editais sem interessados. A situação resulta em falta de até 5% dos itens fornecidos pela secretaria. Como solução paliativa, a prefeitura recorre a compras de urgência, o que aumenta os custos.
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Impacto na População e Soluções Futuras
A falta de medicamentos impacta negativamente a população, especialmente aqueles que dependem do sistema público de saúde e não têm condições financeiras para adquirir remédios em farmácias particulares. A situação exige uma solução urgente para garantir o acesso da população aos medicamentos essenciais. O secretário Scarpellini afirma que a saída é o equilíbrio das contas da prefeitura para retomar a credibilidade junto aos fornecedores ou continuar com as compras de urgência, medida mais onerosa para os cofres públicos. Enquanto isso, a população continua a sofrer com a falta de medicamentos básicos.



