São quase cinco meses de estiagem, condição favorável ao aparecimento das queimadas
A região enfrenta uma seca severa que tem causado uma queda significativa nos níveis dos rios locais, Ribeirão Preto não registra chuva volumosa desde 18 abril, afetando diretamente os mananciais das represas que auxiliam na geração de energia elétrica nas hidrelétricas. Desde 18 de abril, quando houve uma chuva de 100 milímetros em Ribeirão Preto, as precipitações têm sido insuficientes para melhorar a situação. Após esse evento, ocorreram apenas chuvas isoladas de 10 e 7 milímetros, que não foram suficientes para impactar positivamente o meio ambiente ou a saúde da população.
Equipes de reportagem estão distribuídas por diversos pontos da região, incluindo o Rio Pardo na região serrana, o Rio Sabucaí entre Restinga e Franca, e a lagoa do Saibro, que é uma área importante para a recarga do Aquífero Guarani. Em todos esses locais, os níveis dos rios despencaram, com a lagoa do Saibro apresentando volume quase zerado. Além disso, não há previsão de chuvas significativas nos próximos 30 a 40 dias, agravando ainda mais a situação.
O cenário é agravado pelas queimadas recentes, que têm contribuído para a piora da qualidade do ar na região. A combinação da seca prolongada e das queimadas tem impactado o meio ambiente e a saúde pública, tornando a situação crítica.
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Impactos da seca prolongada: A estiagem prolongada tem afetado diretamente os mananciais das represas, essenciais para o abastecimento de água e para a geração de energia elétrica. A baixa umidade do solo e a redução dos níveis dos rios comprometem a recarga dos aquíferos e a manutenção dos ecossistemas locais.
Monitoramento dos níveis dos rios
As equipes de reportagem estão realizando medições nos principais rios da região para documentar a queda dos níveis hídricos. O Rio Pardo, o Rio Sabucaí e a lagoa do Saibro são alguns dos pontos monitorados, todos apresentando níveis críticos que indicam a gravidade da seca.
Projeto de arborização em Ribeirão Preto: Em resposta aos desafios ambientais, uma associação de engenharia, arquitetura e agronomia de Ribeirão Preto lançou um projeto de revitalização urbana focado na arborização. O objetivo inicial é plantar 2 mil mudas no Jardim São Luiz, com planos de expandir para outras áreas da cidade e região. O projeto também inclui orientações para o plantio e a poda correta das árvores, ressaltando a importância de cuidados técnicos para evitar danos às plantas e à infraestrutura urbana, como redes elétricas.
Cuidados com a poda e a arborização: Especialistas recomendam que a poda das árvores seja realizada por profissionais qualificados, principalmente quando há proximidade com redes elétricas. A poda inadequada pode comprometer a saúde das árvores, muitas das quais têm décadas ou até séculos de existência. A concessionária de energia CPFL é citada como referência para orientações e serviços relacionados à poda segura.
Informações adicionais
Além da cobertura sobre a seca e o meio ambiente, o EPTV também divulgou oportunidades de emprego na região. Estão disponíveis vagas para auxiliar de produção, carga e descarga, e operador de empilhadeira, totalizando 60 vagas. O processo de recrutamento, seleção e entrevistas ocorre nos próximos dias em Ribeirão Preto, com detalhes divulgados a partir das 11h45.



