Com 27 mil casos suspeitos e quase seis mil confirmados, cidade teme que números do zika virus sejam similares
Ribeirão Preto enfrenta um cenário alarmante em relação à contaminação por vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, destacando-se negativamente no panorama nacional. A cidade, com quase 700 mil habitantes, vive a maior epidemia de sua história, com números que preocupam as autoridades de saúde.
Epidemia Histórica e Números Alarmantes
De acordo com o secretário da Saúde, Stênio Miranda, a cidade contabiliza cerca de 27 mil casos suspeitos, uma média de 800 por dia. Esse volume expressivo de pessoas com sintomas de dengue sobrecarregou as unidades de saúde locais. Entre 1º de janeiro e 15 de fevereiro, foram confirmados 5.848 casos, um crescimento considerado precoce, já que o período de epidemia costuma ser em março.
Necessidade de Apoio Externo
Diante da alta demanda, a prefeitura de Ribeirão Preto planeja solicitar auxílio aos governos estadual e federal. O secretário Miranda ressalta que, apesar do remanejamento orçamentário, os recursos municipais podem não ser suficientes para enfrentar toda a epidemia. A corresponsabilidade da União e do estado é vista como essencial para garantir o atendimento à população.
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O zika vírus, conhecido por causar a síndrome de Guillain-Barré e microcefalia em recém-nascidos, também se espalhou pela cidade. A estimativa é de que haja pelo menos um caso de zika para cada caso de dengue. Exames confirmaram zika vírus em 14 gestantes em janeiro, de um total de 399 notificações suspeitas. Até o momento, não foram detectados casos de microcefalia relacionados ao zika vírus em Ribeirão Preto neste ano.
Investigação de Mortes Suspeitas
A Secretaria de Saúde investiga uma morte suspeita pela síndrome de Guillain-Barré, possivelmente associada à dengue ou ao zika vírus. A vítima é um homem de 57 anos que faleceu na Santa Casa da cidade. Além disso, duas mortes por dengue foram confirmadas no município neste ano.
O enfrentamento da epidemia exige um esforço conjunto e medidas eficazes para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti e garantir a saúde da população.



