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Ribeirão Preto perde selo de certificação ambiental após quatro anos

Município ficou com pontuação baixa em relação à gestão ambiental
certificação ambiental
Município ficou com pontuação baixa em relação à gestão ambiental

Município ficou com pontuação baixa em relação à gestão ambiental

Ribeirão Preto perde certificado ambiental pela primeira vez desde 2014

Queda no Ranking e Ausência do Certificado

Ribeirão Preto não recebeu o certificado Município VerdeAzul em 2023, concedido pelo governo estadual a prefeituras com gestão eficiente em meio ambiente. A cidade caiu 36 posições no ranking, atingindo a 79ª posição entre 645 municípios, com nota 69,4 (de 100 pontos possíveis). Apenas municípios com nota superior a 80 recebem a certificação, que garante prioridade em recursos estaduais. A avaliação abrange 10 setores, de arborização a tratamento de esgoto. Na região metropolitana, apenas Sertãozinho, Monte Alto e Pradópolis conseguiram a certificação; 20 municípios tiveram nota inferior a 25.

Crítica à Gestão Ambiental e Falta de Políticas Públicas

Para a ambientalista Simone Candatrá, a posição de Ribeirão Preto reflete a realidade de uma gestão ambiental deficiente. Apesar da existência de projetos de lei aprovados pelo Conselho de Meio Ambiente e Conselho de Educação, essas políticas permanecem sem implementação, com a justificativa de aguardar a conclusão do plano diretor. A cidade ainda carece de coleta seletiva de lixo. A prefeitura argumenta que a mudança na metodologia do programa Município VerdeAzul em 2017 justifica a queda, mas a ambientalista discorda, afirmando que os critérios de avaliação não sofreram alterações significativas. A falta de união entre o executivo e a população, segundo Simone, é consequência da ausência de políticas ambientais voltadas à conscientização popular, e a falta de um programa de educação ambiental junto à comunidade.

Ações da Prefeitura e Perspectivas Futuras

A prefeitura afirma que o programa Município VerdeAzul passou por mudanças significativas em sua estrutura em 2023, utilizando o ano para diagnósticos e planejamento para o futuro. Cita como ações positivas um programa de educação ambiental no bosque que atende mais de 40 mil pessoas, a busca pela coleta de 100% do esgoto para tratamento até 2019, ações de redução do desperdício de água e reflorestamento em parceria com a iniciativa privada. Apesar disso, a baixa nota demonstra a necessidade de melhorias na gestão ambiental e na participação popular na tomada de decisões, principalmente em relação à educação ambiental e à escolha de locais para plantio de árvores. A expectativa é de avanços com o trabalho do Conselho de Meio Ambiente em novas políticas e procedimentos.

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