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Ribeirão Preto pode ter a confirmação da segunda morte por causa da dengue

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morte por causa da dengue
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Ribeirão Preto enfrenta um cenário preocupante em relação à dengue. Entre janeiro e maio, foram registrados 2.286 casos positivos da doença, e a cidade atrásra investiga a possível segunda morte em decorrência desse surto. O caso suspeito é o de Kelly Cristina da Cruz, de 28 anos, moradora dos Campos Elíseos.

O Caso de Kelly Cristina da Cruz

Kelly começou a sentir-se mal na terça-feira da semana anterior, apresentando febre alta e dores no corpo. Seguindo a orientação de amigos, como Açuelem Aparecida Correia, ela tomou um medicamento sem contraindicações para suspeita de dengue. “Ela falou que estava com febre e dor no corpo. Eu indiquei para ela só tomar Dipirona, porque no caso de dengue é o único que pode”, relatou Açuelem. Kelly buscou atendimento na UPA três dias depois, quando os sintomas se agravaram, foi atendida e liberada. A prefeitura informou que exames complementares foram realizados.

No domingo, dia 21, seu estado de saúde piorou, e ela foi levada novamente à UPA, de onde foi transferida para a unidade de emergência do Hospital das Clínicas. Na segunda-feira, Kelly sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu. O atestado de óbito apontou choque hipovolêmico, hemorragia pulmonar bilateral, discrasia sanguínea e dengue como causas da morte.

A Evolução da Dengue e os Riscos

O epidemiologista do HC, Daniel Cardoso de Almeida Araújo, explicou que a maioria dos casos de dengue não apresenta sintomas ou são leves. “A gente sabe que boa parte das pessoas que infectam com o vírus, quando é picado pelo mosquito infectado, ela nem desenvolve sintomas leves”, afirmou. Ele ressaltou que o número de casos notificados é apenas uma fração do total de infectados.

Araújo também detalhou a evolução da doença para quadros mais graves, associados ao choque, e não necessariamente à hemorragia. “Na verdade, os vasos sanguíneos, como se criassem poros nele, eles perdem a sua capacidade, há extravasamento sanguíneo. Então você perde uma quantidade de líquido para o interstício e a pressão arterial cai, levando ao quadro de choque, que muitas vezes pode, infelizmente, levar ao óbito”, explicou.

Alerta e Cuidados Essenciais

O epidemiologista enfatizou a importância da detecção precoce da suspeita de dengue, tanto pela população quanto pelos serviços de saúde. A identificação de sinais de alerta é crucial, especialmente em grupos vulneráveis, como pessoas com outras doenças de base ou moradores de rua. A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto informou que amostras foram colhidas para análise, a fim de confirmar a causa da morte de Kelly.

Em janeiro, uma idosa faleceu em decorrência da dengue, e os exames que confirmaram a causa foram divulgados quatro meses depois. Outras cidades da região também registraram óbitos pela doença, como Bebedouro e Monte Alto.

Diante do cenário, a atenção e os cuidados preventivos são fundamentais para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti e proteger a saúde da população.

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