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Ribeirão Preto possui 17 equipes treinadas para combater o mosquito Aedes aegypti

Cidade tem 4.805 casos confirmados e mais de 12 mil suspeitos de dengue; equipes estão na linha de frente contra a transmissão
Ribeirão Preto possui 17 equipes treinadas
Cidade tem 4.805 casos confirmados e mais de 12 mil suspeitos de dengue; equipes estão na linha de frente contra a transmissão

Cidade tem 4.805 casos confirmados e mais de 12 mil suspeitos de dengue; equipes estão na linha de frente contra a transmissão

Ribeirão Preto mantém 17 equipes responsáveis pelo monitoramento e controle do mosquito Aedes aegypti. Antes de irem às ruas e às residências, os agentes passam por treinamento rigoroso para compreender o ciclo do vetor e identificar focos de reprodução.

Equipes, coleta e análise

O coordenador de campo da vigilância sanitária, Claudemir Nuziitele, ressalta que as amostras coletadas nas casas costumam ser larvas vivas e exigem cuidados especiais. “Não chega a 10% as vezes que encontramos em determinado local”, explicou, referindo-se à proporção de larvas detectadas em vistorias. As larvas são coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, que identifica se se trata do Aedes aegypti — tipo de larva que, segundo os técnicos, aparece com frequência entre as amostras.

Clima e aceleração do ciclo

Roberta Azevedo, coordenadora da vigilância ambiental em saúde, aponta que as altas temperaturas e o volume de chuvas têm acelerado o desenvolvimento do mosquito. “De 10 dias passou para em torno de 7 dias já eclode um mosquito adulto. E esses 3 dias fazem uma diferença muito grande”, afirmou. Para a vigilância, esse encurtamento do ciclo significa aumento no número de mosquitos nas ruas e maior pressão sobre as ações de controle.

Criadouros comuns e medidas práticas

Entre os criadouros mais encontrados em residências e comércios estão pneus, vasos, pratos de plantas e recipientes domésticos que acumulam água. A agente de combate às endemias Adora Viana destaca que a rotina de inspeção deve ser minuciosa e incluir orientação aos moradores. “Não é só trocar a água: é preciso lavar o recipiente com bucha e sabão, usar cloro quando indicado e limpar até as raízes das plantas”, alerta.

Os agentes também orientam para a limpeza de calhas e locais onde folhas e frutos podem entupir o escoamento, criando pontos de água parada. Pequenos recipientes, mesmo com poucos mililitros, podem virar criadouros e contribuir para a reprodução do Aedes aegypti.

O trabalho das equipes de vigilância combina atuação em campo, identificação laboratorial e educação à população. Ao dedicar alguns minutos por dia para inspecionar e limpar possíveis criadouros, moradores ajudam a reduzir o risco de transmissão e colaboram com as ações públicas de controle.

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