No Brasil, existem mais de 30 mil pessoas aguardando por transplante; a maioria está no Estado de São Paulo
O Dia Nacional de Doação de Órgãos foi marcado por um encontro no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, reunindo doadores, transplantados e familiares. O evento, realizado pela Organização de Procura de Órgãos (OPO) em parceria com a Liga de Órgãos e Tecidos, destacou a importância da doação e a realidade de quem espera por um transplante.
A espera por um transplante
No Brasil, mais de 30 mil pessoas aguardam por um transplante, com a maioria no estado de São Paulo. A baixa taxa de doadores (9,3 por milhão de habitantes) acentua a necessidade de conscientização. O encontro no Hospital das Clínicas buscou mostrar a realidade dos pacientes em espera, aqueles que já receberam um transplante e as famílias que fizeram a doação.
Depoimentos emocionantes
Edson Barbosa, músico e publicitário, compartilhou sua experiência após receber um transplante de rim. Após dois anos de hemodiálise, ele recebeu um rim e relata uma transformação completa em sua vida, motivando outros a não perderem a esperança. Marângela Gumerato, jornalista que aguarda um transplante de rim, descreve as dificuldades da adaptação à hemodiálise e a espera por um doador. Cláudia Amara Guedes, comerciante que doou os órgãos de seu pai, destaca a importância de respeitar a vontade do doador e o impacto positivo de salvar vidas.
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A importância da conscientização
A enfermeira Karina Mendes ressaltou que o evento, realizado há quatro anos, visa mostrar aos alunos da USP a realidade dos pacientes. A enfermeira chefe da OPO de Ribeirão Preto enfatizou a necessidade de conversas familiares sobre a doação de órgãos, pois a família é quem autoriza a doação após a morte encefálica. A campanha de doação de órgãos segue durante toda a semana em Ribeirão Preto, com atividades como um passeio ciclístico, reforçando a importância da discussão e conscientização sobre o tema.


