‘Fachadas do Tempo e Acervos Históricos’ tem o objetivo tem contar a história das cidades e salientar a importância dos museus
Fachadas do Tempo: Museus em Foco
O projeto “Fachadas do Tempo e Acervos Históricos” leva a história de Ribeirão Preto, Mococa, Araraquara e Sertãozinho às ruas, projetando imagens de seus acervos museológicos em locais públicos. A iniciativa, idealizada por Silvia Maria, busca aproximar a população dos museus, mostrando a riqueza de seus conteúdos para aqueles que não costumam frequentá-los.
Um Olhar Poético para o Patrimônio
A exposição possui um apelo poético, conectando as “fachadas do tempo” – a arquitetura marcante das cidades do interior – com os acervos históricos que elas abrigam. As projeções contemplam diferentes perspectivas: a visibilidade arquitetônica, a representação simbólica por meio de documentos e imagens. O projeto é uma parceria entre a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto e as prefeituras das cidades envolvidas, incentivando a visitação aos museus.
Café, História e Cultura
A escolha das cidades se deu pela importância histórica do café na formação de suas economias. Em Araraquara, o foco será um filme sobre os Irmãos Brito; em Mococa, imagens relacionadas à história da cidade e ao café; em Ribeirão Preto, o acervo do Arquivo Histórico Municipal será exibido no campus da USP; e em Sertãozinho, além das projeções, haverá atividades culturais como saraus. Uma equipe elaborou um manual para auxiliar outras prefeituras interessadas em participar do projeto, orientando sobre organização de acervos e montagem da estrutura para projeções.
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As projeções, realizadas com equipamentos simples e acessíveis, como projetores escolares e telões improvisados, acontecerão nas fachadas dos museus ou em locais públicos centrais a partir das 19h. Em Araraquara, será na Praça Pedro de Toledo; em Mococa, na Casa de Cultura Rogério Cardoso; em Ribeirão Preto, no campus da USP, na rotatória da Avenida Zeferino Vaz; e em Sertãozinho, no Centro Municipal de Memória Maurício Andrade. O projeto também inclui um guia de digitalização de acervos, elaborado com os alunos da USP, para auxiliar as instituições na preservação e compartilhamento de suas imagens.
O projeto demonstra o potencial de aproximar a população de seu patrimônio histórico e cultural de forma criativa e acessível, utilizando recursos simples e tecnologia disponível para tornar a história das cidades mais visível e cativante.



