São 127 ocorrências a mais que no mesmo período do ano passado; período de chuva preocupa Secretaria de Saúde
O aumento de casos de dengue em Ribeirão Preto em 2018 gerou preocupação entre as autoridades e a população. Apesar da redução em relação a 2006, quando foram registrados 35 mil casos, o número de infecções de janeiro a atrássto de 2018 (217 casos) superou o de 2017 (202 casos), indicando uma tendência de crescimento.
Aumento de Casos e Preocupação da População
A população ribeirão-pretana demonstrou diferentes níveis de preocupação com a dengue. Alguns moradores relatam experiências pessoais com a doença, descrevendo os sintomas e as medidas preventivas tomadas em suas residências, como a eliminação de água parada e o uso de plantas artificiais. Outros, entretanto, demonstram falta de conscientização e descuido com a limpeza de seus quintais, contribuindo para a proliferação do mosquito.
Medidas Preventivas e o Papel do Poder Público
A Dra. Luzia Massi Arromanholy-Passos, diretora do Departamento de Vigilância e Saúde e Planejamento da Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto, destaca a importância da prevenção, alertando para a necessidade de atenção aos criadouros do mosquito Aedes aegypti, mesmo em períodos de seca. Ela enfatiza que o mosquito pode se reproduzir em recipientes com água parada dentro das casas, como vasos sanitários pouco utilizados e calhas entupidas. A doutora também ressalta a necessidade de um trabalho conjunto entre a população e o poder público, incluindo a coleta de lixo eficiente e a manutenção da limpeza urbana, para combater a dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito, como a chikungunya, que apresenta um crescente número de casos em estados vizinhos.
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A prevenção da dengue requer a conscientização da população e a ação conjunta do poder público. A eliminação de criadouros em residências e a manutenção da limpeza urbana são fundamentais para controlar a proliferação do mosquito transmissor e reduzir o risco de novas infecções. A experiência de anos anteriores e a análise de dados demonstram a importância da vigilância contínua e da mobilização da comunidade para enfrentar este desafio de saúde pública.


