Cientista político Elder Carvalho analisa os motivos que ‘afastaram’ os ribeirão-pretanos das urnas
As eleições municipais de Ribeirão Preto registraram um recorde de abstenções, com 32% dos eleitores deixando de comparecer às urnas, um aumento significativo em relação aos 27% de 2016. Esse índice supera a média nacional, que ficou em 17,5% na última eleição.
Abstenções, Brancos e Nulos: Um Eleitorado Desmotivado
Além das abstenções, o número de votos brancos (5,36%, ou 16 mil votos) e nulos (10,1%, ou 30 mil votos) também foi expressivo. Somando-se esses dados às abstenções, quase metade do eleitorado não teve seu voto computado na escolha dos candidatos, representando aproximadamente 141 mil eleitores.
Análise do Cientista Político: Diversos Fatores Contribuem para o Cenário
Em entrevista, o cientista político Helder Carvalho atribuiu o aumento das abstenções a diversos fatores, incluindo a pandemia, a descrença na política e nos políticos, o baixo valor da multa por ausência e a facilidade de justificar a ausência pela internet. A facilidade de justificar a ausência, especialmente em tempos de pandemia, contribuiu para que mais pessoas optassem por não comparecer às urnas.
Renovação na Câmara Municipal e Candidaturas Coletivas
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto terá oito novos vereadores em seu próximo mandato, representando uma renovação de quase metade de seus membros. Entre os destaques, estão as duas candidaturas coletivas eleitas, uma novidade no cenário político local, que prometem uma maior participação popular na tomada de decisões. Apesar da renovação, a representação feminina na Câmara permanece baixa, com apenas três mulheres eleitas, um número que não era visto desde 2005.
O cenário eleitoral de Ribeirão Preto demonstra uma necessidade de reflexão sobre os fatores que levam à desmotivação do eleitorado e a busca por novas formas de participação política, como as candidaturas coletivas, para garantir uma maior representatividade e engajamento da população.



