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Ribeirão Preto registra alta de 57% nos casos de estupro nos sete primeiros meses de 2023

No mesmo período de 2022, foram 73 registros contra 115 notificados neste ano; estupro de vulnerável também teve alta de casos
casos de estupro
No mesmo período de 2022, foram 73 registros contra 115 notificados neste ano; estupro de vulnerável também teve alta de casos

No mesmo período de 2022, foram 73 registros contra 115 notificados neste ano; estupro de vulnerável também teve alta de casos

A cidade de Ribeirão Preto registrou um aumento alarmante nos casos de estupro nos primeiros sete meses de 2023. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, foram 115 casos, contra 73 no mesmo período do ano passado, representando um crescimento de 57%. Para entender esse cenário, conversamos com Maria Patrícia Tedes, coordenadora do Núcleo de Atendimento Especializado à Mulher (NAIM) de Ribeirão Preto.

Aumento de Denúncias ou Aumento de Casos?

O aumento significativo de casos registrados pode ser atribuído a diversos fatores. Segundo Patrícia, embora haja um aumento real de casos de estupro, a maior divulgação do trabalho do NAIM e dos canais de denúncia tem encorajado mais vítimas a procurarem ajuda. A coordenadora ressalta que, durante a pandemia, com o isolamento social, houve uma redução nos registros, mas isso não significa que os casos de violência sexual diminuíram. Muitas mulheres, principalmente aquelas em relacionamentos abusivos com o agressor conhecido, enfrentam dificuldades para denunciar. A conscientização e a divulgação da rede de proteção disponíveis no município têm sido fundamentais para encorajar as denúncias.

Perfil das Vítimas e Agressores

O NAIM atende todos os tipos de violência contra a mulher, previstos na Lei Maria da Penha: física, sexual, psicológica, patrimonial e moral. Não há um perfil específico de vítima, pois a violência pode atingir qualquer mulher, reflexo de uma sociedade machista e patriarcal. A maioria das mulheres atendidas pelo NAIM tem mais de 18 anos, sendo que casos envolvendo crianças e adolescentes são encaminhados para outros serviços. Quanto ao perfil do agressor, o NAIM foca no atendimento à vítima, mas o Poder Judiciário, por meio da Vara da Violência, encaminha os agressores para serviços de reeducação e acompanhamento, buscando prevenir novas ocorrências.

Canais de Denúncia e Apoio às Vítimas

O NAIM desempenha um papel crucial como porta de entrada para as vítimas, oferecendo acolhimento e orientação. Muitas mulheres se sentem constrangidas em procurar diretamente delegacias ou serviços de saúde. O atendimento no NAIM inclui a verificação da situação da vítima e o encaminhamento para a formalização da denúncia, quando houver interesse. Os serviços de saúde também são importantes portas de entrada, principalmente em casos de abuso sexual recente, onde a vítima tem até 72 horas para buscar atendimento no Hospital das Clínicas para receber profilaxia e primeiros cuidados. Para encorajar as denúncias, são divulgados canais como o 180 (Disque Denúncia de Violência contra a Mulher), o 190 (Polícia Militar) e o telefone do NAIM (3636-3311).

O aumento significativo de denúncias de estupro em Ribeirão Preto demonstra a necessidade de contínua conscientização e fortalecimento da rede de apoio às vítimas. A atuação do NAIM, juntamente com outros órgãos, é fundamental para garantir o acesso à justiça e a proteção das mulheres que sofrem violência sexual.

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