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Ribeirão Preto registra mais de dois mil casos de dengue em 2019

A cidade é a quarta com o maior número de casos no estado de São Paulo; Zona Leste é a mais afetada com 35,7% dos diagnósticos
casos de dengue
A cidade é a quarta com o maior número de casos no estado de São Paulo; Zona Leste é a mais afetada com 35,7% dos diagnósticos

A cidade é a quarta com o maior número de casos no estado de São Paulo; Zona Leste é a mais afetada com 35,7% dos diagnósticos

O risco da dengue continua alto, principalmente em regiões com acúmulo de água parada, como Ribeirão Preto, que enfrenta uma epidemia da doença.

Situação em Ribeirão Preto

Mais de dois mil casos de dengue foram confirmados em Ribeirão Preto entre janeiro e abril. A zona leste concentra o maior número de casos (35,7%), seguida pela zona norte (21,8%), oeste (17,8%), centro (14,6%) e sul (10,1%). A cidade ocupa o quarto lugar em número de casos no estado de São Paulo, atrás apenas de Bauru, que registra quase 20 mil casos.

Impacto Regional

A situação é preocupante em outras cidades da região. Em Barretos, foram confirmadas duas mortes por dengue, além de outras três em investigação. A cidade registrou 4.136 casos confirmados de um total de 6.126 notificações, caracterizando uma epidemia. Os bairros São Francisco e Santa Cecília apresentam maior incidência. Em São Joaquim da Barra, houve quatro mortes por dengue e a prefeitura teve que replanejar o atendimento de saúde. A situação também é crítica em Araraquara, com quase 10 mil casos confirmados e cinco mortes em 2019, superando a epidemia de 2015. Nova Europa também enfrenta uma epidemia, com 314 casos confirmados e um aumento de 118% em relação ao período anterior. A alta procura por atendimento médico levou prefeituras a adotarem medidas como ampliação do horário de funcionamento de unidades de saúde e contratação de mais médicos.

Combate à Dengue e Implicações Financeiras

O combate à dengue exige esforços conjuntos da população e do poder público. A limpeza de quintais e a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti são cruciais. A situação financeira das prefeituras é impactada pelos altos custos com o combate à doença e o tratamento dos pacientes. Em Araraquara, por exemplo, os gastos mensais chegam a aproximadamente R$ 1 milhão, levando ao cancelamento de outros programas e investimentos públicos. A prevenção e a conscientização da população são fundamentais para controlar a epidemia e evitar novas mortes. A diminuição da incidência de casos com a chegada do inverno não deve gerar relaxamento nos cuidados, pois o trabalho de prevenção deve ser contínuo.

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